O México começou a vacinação contra a Covid-19 nesta quinta-feira (24). Assim, o país se torna a primeira nação latino-americana a vacinar sua população. A primeira dose foi aplicada na enfermeira Maria Irene Ramirez, de 59 anos, no Hospital Geral, na Cidade do México. O país vai aplicar a vacina desenvolvida em conjunto pela Pfizer e BioNTech.
A Argentina e o Chile já receberam vacinas contra a Covid-19.
Um carregamento de 300 mil vacinas chegou nesta quinta-feira a Buenos Aires procedente da Rússia em um voo fretado pela Argentina. O lote permitirá ao país iniciar em breve uma campanha de imunização.
A vacina Sputnik V foi aprovada “em caráter de emergência” na quarta-feira pelo Ministério da Saúde, sendo a primeira autorização da vacina russa na América Latina, informou em um comunicado o Fundo de Investimentos Diretos da Rússia, que participou no financiamento do desenvolvimento da vacina.
No Chile, um carregamento com 10 mil doses da vacina dos laboratórios Pfizer/BioNTech também chegou nesta quinta-feira, de acordo com a presidência do país.
O primeiro lote tem 1,4 milhão de doses e foi despachado da Bélgica, segundo o ministro de Relações Exteriores do México, Marcelo Ebrard. No total, o país espera 34,4 milhões que as farmacêuticas prometeram entregar em acordo com o governo.
O México, de 128 milhões de habitantes, registra 119.495 mortes e 1,33 milhão de infecções pelo novo coronavírus, segundo dados oficiais divulgados de terça (22).
O país ocupa o quarto lugar com mais mortes em números absolutos no mundo, depois dos Estados Unidos, Brasil e Índia.
Pelo indicador de óbitos em relação ao tamanho da população, é o 15º.
O governo determinou que as primeiras vacinas serão destinadas ao profissionais da saúde que enfrentam a pandemia diariamente.
A vacina da Pfizer e da BioNTech precisa ser mantida a uma temperatura de – 70ºC. Por isso, os primeiros locais onde ela será aplicada serão na Cidade do México, no centro do país, e no estado de Coahuila, no norte.
O México também tem acordos preliminares de compra com o projeto sino-canadense CanSinoBio para 35 milhões de doses, e com a britânica AstraZeneca para 77,4 milhões de doses, além de fazer parte do mecanismo internacional Covax, que permite comprar 51,6 milhões de vacinas adicionais.
Fonte: G1
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