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Mergulhadores usam martelo e talhadeira para retirar os corais-sol — Foto: Divulgação/Clecio Mayrink

Pequeno número de turistas visita o Taj Mahal, em Agra, na Índia, nesta segunda-feira (21) — Foto: Pawan Sharma//AP

O Taj Mahal, monumento mais visitado da Índia, reabriu nesta segunda-feira (21) após seis meses de fechamento por causa da pandemia de Covid-19. Apesar do aumento das infecções, o país dá prosseguimento à reabertura da economia.

O gigante asiático, com 1,3 bilhão de habitantes, já registrou mais de 5,4 milhões de casos de infecção pelo novo coronavírus. O país é o segundo em registros oficiais da doença, no levantamento feito pela universidade americana Johns Hopkins.

A Índia já registra 87,8 mil óbitos provocados pela Covid-19 e aparece em terceiro em número de mortes, atrás dos EUA (199 mil) e do Brasil (136 mil). Especialistas alertam para o problema da subnotificação.

Restrições

Nesta manhã, o monumento recebeu cerca de 200 visitantes, de acordo com a France Presse.

Para permitir a reabertura, foi estabelecido um protocolo sanitário rígido que inclui a restrição no número de visitantes, o uso obrigatório de máscara e distanciamento físico.

Antes da pandemia, a média diária habitual era de quase 20 mil visitas. Agora, o número de visitantes foi limitado a 5 mil – em dois horários diferentes e com entradas reservadas online.

Os visitantes não podem tocar no mármore e o famoso banco onde todos se sentam para tirar a mais conhecida fotografia do local está com uma proteção para que possa ser desinfetado sem ser danificado.

Monumento

O mausoléu de mármore branco foi construído no século XVII em Agra (cerca de 180 km ao sul de Nova Déli), no norte do país.

O monumento, considerado uma joia arquitetônica da arte indo-islâmica, foi criado pelo imperador mongol Shah Jahan em memória de sua mulher Mumtaz Mahal, morta em 1631.

Taj Mahal, que faz parte do patrimônio mundial da Unesco, recebia cerca de sete milhões de visitantes por ano antes da pandemia.

Avanço da pandemia

A Índia registra cerca de 100 mil novos casos todos os dias. Porém, depois do rígido confinamento nacional, decretado no final de março e relaxado a partir de junho, o primeiro-ministro Narendra Modi não quer impor restrições estritas novamente.

Em uma tentativa de estimular a economia, o governo indiano está gradualmente retirando as limitações de voos, trens, mercados e restaurantes.

Em 17 de julho, o gigante asiático ultrapassou a marca de 1 milhão de infecções. Em 16 de setembro, a Índia já registrava mais de 5 milhões de casos.

Fonte: G1

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