Os economistas do mercado financeiro voltaram a reduzir a estimativa de inflação para 2021 e mais uma vez fizeram uma previsão de alta menor para Produto Interno Bruto (PIB).
As informações constam do relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central (BC). Os dados foram colhidos na semana passada, em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.
Conforme o BC, a projeção dos analistas para a inflação de 2021 recuou de 10,04% para 10,02%. Foi a terceira semana seguida de queda do indicador.
Caso a previsão se confirme, será a primeira vez desde 2015 que a inflação chega a dois dígitos. Na oportunidade, a inflação foi de 10,67%.
O centro da meta de inflação em 2021 é de 3,75%. Pelo sistema vigente no país, será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25%. Portanto, a projeção do mercado equivale a mais que o dobro da meta central de inflação.
Para 2022, o mercado financeiro manteve em 5,03% a estimativa de inflação. A previsão de inflação segue acima do teto do sistema de metas para o ano que vem (5%).
A meta central de inflação para 2022 é de 3,50% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar entre 2% e 5%.
O mercado financeiro também reduziu a previsão de crescimento do PIB deste ano, que passou de 4,58% para 4,51%.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.
Para 2022, os analistas do mercado reduziram a previsão de alta do PIB de 0,50% para 0,42%. No começo deste ano, a previsão dos analistas era de uma alta de 2,5% para a economia no próximo ano.
Os economistas do mercado financeiro mantiveram a expectativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 11,50% ao ano para o fim de 2022, o que pressupõe alta do juro básico da economia no próximo ano.
Após sete altas seguidas, a taxa Selic está atualmente em 9,25% ao ano, o maior patamar em mais de quatro anos.
Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2021 subiu de R$ 5,60 para R$ 5,63. Para o fim de 2022, avançou de R$ 5,57 para R$ 5,60 por dólar.
Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2021 subiu de US$ 59,09 bilhões para US$ 59,15 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa caiu de US$ 55,25 bilhões para US$ 55 bilhões de superávit.
Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano subiu de US$ 51,25 bilhões para US$ 52 bilhões. Para 2022, a estimativa passou de US$ 57,55 bilhões para US$ 58 bilhões.
Fonte: G1
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