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Médicos de alta e média complexidade retomam cirurgias na rede pública de Natal

Os médicos especialistas da alta e média complexidade que prestam serviços na rede pública de Natal retomaram nesse sábado (18) as atividades que estavam paralisadas desde a terça-feira (14). A estimativa é de que cerca de 90 cirurgias diárias deixaram de ser realizadas neste período.

Estavam suspensas, parcialmente ou completamente, cirurgias, procedimentos e consultas médicas em hospitais como a Liga contra o Câncer e Varela Santiago, além de outras unidades privadas conveniadas com o Município.

O motivo da paralisação, segundo a categoria, havia sido a falta de um contrato com Município desde que o serviço deixou de ser prestado por uma cooperativa e passou a ser realizado por uma empresa terceirizada, em setembro.

Desde então, segundo o movimento dos profissionais especializados, a Prefeitura de Natal não havia firmou nenhum contrato com a categoria. Ao todo, cerca de 120 profissionais paralisaram as atividades.

Um novo acordo foi firmado após reunião dos médicos conveniados da rede municipal com a Secretaria Municipal de Saúde na sexta-feira (17).

O secretário municipal de Saúde, Geraldo Pinho, explicou que um novo modelo de contrato foi firmado com os médicos.

“A primeira demanda são aqueles profissionais e serviços que não aderiram às empresas vencedoras, de prestação de serviço médico. Construímos um modelo que vamos apresentar para eses profissionais não ficarem sem contrato. O hospital receber diretamente da prefeitura e repassar pro seu corpo clínico. Isso avançou, já está bem alinhado”, explicou.

“Tinha também uma demanda que ficou em aberto da cooperativa médica, de três competências. Dialogamos também com muita harmonia, eles fizeram uma proposta e chegamos num denominador comum”, completou.

 

Antes, a SMS já havia informado que cumpria “integralmente os pontos acordados durante a audiência de mediação – dentre eles, o pagamento indenizatório para os profissionais” e que os serviços estavam sendo prestados sem cobertura contratual desde o modelo antigo e que a pastava estavam regularizando a situação neste ano.

A pasta informou ainda que não foram todos os prestadores que aderiram à paralisação e que o serviço continuou sendo prestado na rede pública municipal.

A paralisação atingiu as cirurgias oncológicas, neurocirurgia, mastologia, urologia, cirurgia de cabeça e pescoço, cirurgia torácica, cirurgia plástica, ortopedia oncológica, ginecologia oncológica, cirurgia pediátrica, cirurgia cardíaca e toda a parte de hemodinâmica realizadas pelos hospitais conveniados com a Prefeitura de Natal.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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