MEDICAMENTO OU VENENO: A DIFERENÇA ESTÁ NA DOSE – Isabelle Resende

MEDICAMENTO OU VENENO: A DIFERENÇA ESTÁ NA DOSE –

Não se deve tomar medicamento por indicação ou se automedicar. É necessário a avaliação de um profissional capacitado da área da saúde para que os sintomas da doença sejam tratados e não venham a mascarar os sintomas, agravando o estado clínico do paciente. Dados da Organização das Nações Unidas – ONU alertam que tomar medicação sem prescrição médica pode matar até 10 milhões de pessoas até 2050.

A automedicação, prática comum no nosso país, se deve ao fato da saúde ser precária, a falta de acesso a médicos, dentre outros. Se não bastasse, ainda existem as propagandas por meio do rádio, TV e internet, onde se incentiva essa prática. Existem ainda nas gôndolas das farmácias medicamentos de venda livre, disposição esta que impulsiona o paciente ao auto consumo. Nesses medicamentos, podem existir substâncias que provocam alergias, como no caso dos corantes, açúcares, dentre outros. Ao se dirigir a uma farmácia é importante a busca pelo farmacêutico, pois ele está lá para orientar. Lembrando que cada organismo é diferente, o que faz bem a um pode não fazer bem ao outro.

Os pacientes que são assistidos e acolhidos pela Casa Durval Paiva sejam eles oncológicos ou hematológicos recebem toda a orientação e informações a respeito da prescrição médica. Esse acompanhamento é feito pelo farmacêutico. Na hora da dispensação, é imprescindível orientar o acompanhante sobre a importância de seguir a prescrição e tomar apenas as quantidades recomendadas no horário correto, para que se mantenha no organismo a concentração necessária e para que o tratamento seja eficaz. Não se deve ultrapassar a prescrição, pois o tratamento é longo e o uso inadequado pode agravar o estado de saúde do paciente.

A diferença entre o medicamento e o veneno está na dose, pelo fato da dose errada poder acarretar uma intoxicação medicamentosa. A orientação dada pelo farmacêutico é que se os sintomas persistirem, mesmo com o uso da medicação, esse acompanhante deverá entrar em contato com o médico para saber a conduta a ser adotada, pois o responsável pelo ajuste da dose ou substituição da medicação é o médico.

A prescrição médica deve ser de forma legível, contendo as identificações do paciente, estar datada, carimbada e assinada. Na hora da dispensação, são entregues tabelas feitas de acordo com o grau de entendimento de cada acompanhante.

 

Isabelle Resende – Farmacêutica da Casa Durval Paiva, CRF2541

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