A média móvel de solicitações por UTIs Covid é a menor desde o mês de maio de 2020, no início da pandemia, no Rio Grande do Norte. É o que aponta o Regula RN, sistema público que monitora as internações no estado.
Recentemente, a plataforma tem registrado menos de 30 e às vezes 20 pedidos por dia – esse número chegou a ser de 150 em maio.
No começo desta semana, o sistema aponta que cerca de 90 pessoas estão ocupando leitos críticos destinados à doença no estado – em maio, foram mais de 400 pessoas internadas simultaneamente em UTIs no estado. A principal razão para a queda é a vacinação em massa, segundo os especialistas.
Nesta segunda-feira (23), o RN chegou a 2 milhões de pessoas com pelo menos uma dose.
“As vacinas são proteção efetiva contra a gravidade. Mas perceba o que a gente vem constatando em grandes países é que ela não é suficiente para proteger a população do contágio. A gente está lidando com um adversário letal e em razão disso tem não só que ampliar a vacinação, mas também ter os cuidados para que o vírus não circule mesmo que nesse momento os vacinados estejam protegidos da forma mais grave da doença”, explicou o epidemiologista Ion de Andrade.
O novo indicador composto publicado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) na segunda-feira aponta também que atualmente nenhum município do RN está na faixa vermelha, considerada a mais crítica para a doença. O dado é avaliado com níveis de internações, óbitos e contágios de cada cidade.
Ao todo, 160 estão na faixa verde (a melhor) e 7 na faixa amarela (intermediária). Os dados, portanto, também representam que o número de casos, neste momento, segue uma tendência de queda.
O professor o professor do Departamento de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), José Dias do Nascimento, aponta que o estado pode chegar a cerca de 7.320 óbitos no inicio de setembro – atualmente são 7.238 – mas que, apesar do aumento no número total, esse número representa uma estabilidade.
E a tendência, segundo ele, é que o numero diário de casos confirmados também diminua, chegando ao patamar mais seguro da pandemia: menos de 100 novos casos por dia.
Além de vacinação em massa, as medidas individuais de proteção também são fundamentais para o controle da transmissibilidade, segundo os cientistas. O que pode mudar essa tendência de melhora é a negação da vacina por parte dos mais jovens e o atraso na aplicação da segunda dose.
Para evitar isso, o epidemiologista Ion de Andrade acredita que o RN pode seguir o exemplo de outros estados que adotaram o passaporte vacinal como requisito para o ingresso em ambientes.
“Eu diria que essa medida do passaporte vacinal se preenche de uma lógica sanitária muito forte. Porque é preciso não somente proteger o vacinado. Acredito que ela é justa porque ela premia aqueles que se comportaram corretamente dentro da pandemia”, diz.
Fonte: G1RN
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