O ministro da Educação, Renato Janine, disse hoje (15) que deverá decidir nas próximas semanas se haverá ou não uma segunda edição do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) este ano. A pasta informou que já usou todo o dinheiro destinado ao financiamento, mas está negociando com o Ministério da Fazenda e o Palácio do Planalto a disponibilização de mais recursos.
Perguntado quando haverá uma definição sobre a questão, Janine diz: “Nos próximos dias, quando muito duas, três semanas. Nós queremos definir isso porque temos que lançar o calendário do Fies logo, caso abramos uma segunda edição do Fies este ano”.
O Ministério da Educação (MEC) aguarda a decisão da presidenta Dilma Rousseff sobre o ajuste que será feito no Orçamento. “Estamos conversando com eles, estamos vendo os custos, o Fies é algo muito importante, mas, por enquanto, ainda não temos uma definição. A definição será global, do Orçamento”, disse Janine.
Segundo o ministro, o MEC firmou 252 mil novos contratos. Porém, 178 mil estudantes que pleiteavam o financiamento ficaram de fora. Janine comemora a taxa de atendimento de mais de 50%, superior a outros programas de acesso ao ensino superior.
Janine confirmou ainda que as instituições que fizeram um ajuste abusivo poderão ser excluídas do Fies: “É esse o princípio da coisa”, afirmou. Ele explica que cerca de 140 mil contratos ainda estão pendentes de renovação: “Não foram renovados, basicamente, porque as instituições não colocaram os estudantes no sistema. Enquanto não estão no sistema, não sabemos se esse aluno continua matriculado, se desistiu”. O MEC já pressionou as instituições. “Se isso continuar acontecendo, vamos tomar medidas mais fortes”, diz Janine.
O governo comprometeu-se com a renovação dos 1,9 milhão de contratos vigentes no Fies. O prazo para que os estudantes acessem o Sistema do Fies é 29 de maio. O MEC diz que os reajustes acima de 6,41% deverão ser justificados. “Não é todo reajuste que é abusivo”, diz o ministro.
O Fies oferece cobertura da mensalidade de cursos em instituições privadas de ensino superior a juros de 3,4% ao ano. O estudante começa a quitar o financiamento 18 meses após a conclusão do curso.
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