O Mundo caminha para uma matriz energética mais limpa. O Brasil tem a chance de planejar o setor e caminhar na mesma direção. O Brasil ao atingir a 6ª economia do mundo tem o desafio de reduzir ou conseguir manter as mesmas emissões de carbono. “Precisamos fazer o dever de casa. A posição de 6ª economia do mundo coloca um desafio para o país: subir no ranking de quarto maior emissor de gases de efeito estufa para terceiro ou cair para quinto ou sexto”, pondera Marcelo Furtado, diretor Executivo do Greenpeace no Brasil.
O país pode estar andando na contramão. As últimas declarações dos planos do governo mostram uma tendência para aumento de emissões de carbono pelo setor elétrico. Segundo Furtado, a indicação “muito clara” do aumento do uso das térmicas na matriz brasileira revela uma tendência de aumento as emissões de carbono. O ambientalista salienta que o país pode ter 100% de sua matriz elétrica limpa, sem custar caro para o país. De acordo com o Greenpeace pode-se economizar entre R$ 100 bilhões e R$ 1 trilhão no período entre 2010 e 2050.
“Vamos preparar o Brasil dando o salto tecnológico que a gente precisa incorporando a questão de sustentabilidade de maneira estratégica. Do ponto de vista político, econômico e social. A questão deve ser intrínseca ao setor. O setor elétrico vai continuar sendo um setor fundamental para um país que não tem política de desenvolvimento do setor elétrico”, diz Furtado.
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