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Manifestação de permissionários do transporte escolar pede auxílio financeiro para a categoria em Natal

Motoristas de transportes escolares fazem manifestação em Natal — Foto: Geraldo Jerônimo/Inter TV Cabugi

Motoristas permissionários do transporte escolar de Natal fizeram uma manifestação na manhã desta quarta-feira (30) pedindo a aprovação de um auxílio financeiro à categoria durante a pandemia do novo coronavírus. Os profissionais relatam dificuldades após sete meses sem trabalhar e dizem que, mesmo com a autorização para volta às aulas presenciais, a demanda ainda é baixa.

Os manifestantes se concentraram na praça Mirassol, na Zona Sul de Natal e seguiram até a Câmara Municipal. Entre os itens da pauta, categoria também pediu ajuda do governo para aumentar prazos e condições de financiamento para os profissionais.

De acordo com Henrique Dantas, presidente da cooperativa dos transportes escolares Natal, o ato faz parte de uma manifestação nacional. Na capital potiguar, são 285 transportadores escolares ativos, segundo ele, que estão passando por dificuldades.

“Tem um projeto de lei que seria de um auxilio emergencial para a categoria, que já foi concedido por vários municípios pelo Brasil. Estamos há mais de 7 meses sem nenhuma ajuda do poder público. Temos companheiro que teve carro apreendido pelo banco, tomado por falta de pagamento. Desde março, quando paramos, ficamos sem poder exercer atividade, nem atividades secundárias. Tínhamos ajuda municipal com cestas básicas, mas também já foram suspensas”, conta.

De acordo com ele, os motoristas participaram de cursos para a retomada das aulas, mas muitos pais estão inseguros de mandarem seus filhos para as escolas e a demanda não tem sido suficiente. “Quem está trabalhando está pagando para trabalhar”, disse.

O permissionário Adriélio Ferreira afirma que os bancos ainda suspenderam as cobranças de financiamentos por três meses, mas voltaram a cobrar pagamento em um momento em que os permissionários continuam sem condição de pagar. De acordo com ele, as parcelas superam os R$ 3 mil.

“Seguraram três meses, mas depois já começaram a pedir busca e apreensão dos carros. Estamos pedindo também ajuda do governo, para ter financiamento para a categoria. Eles querem que a gente esteja com o nome limpo, mas se a gente está passando por essa dificuldade, não tem como estar com o nome limpo. Tem companheiros nossos morrendo de infarto. A gente está pedindo a Deus que isso passe logo”, afirmou.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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