MAIS UM… –

Acidentes acontecem, mas, não deviam acontecer. Refiro-me ao último acontecido na Via Costeira ou Avenida Governador Dinarte Mariz ocorrido há poucos dias.

Conforme o jornal Tribuna do Norte, apenas este ano já ocorreram 29 acidentes no local com dois óbitos e 13 pessoas feridas, portanto uma média de 9,66 ou quase dez acidentes por mês, uma média altíssima. E qual o motivos destes acidentes? Sem dúvida nenhuma a falta de educação no trânsito é a nossa principal causa, pois a maioria dos acidentes ocorreu por excesso de velocidade. O traçado da via, a falta de sinalização, de fiscalização, a altura do meio fio do canteiro central que depois de vários recapeamentos diminui muito e equipamentos de segurança, são outros fatores.

 Um sistema de proteção chamado defensas rodoviárias, se instaladas no canteiro central serviria para amenizar e diminuir o envolvimento de veículos e pessoas nesses acidentes.

Existem vários tipos dessas defensas, mas devido à paisagem e “leveza” do projeto da via, acho eu, que as que se adéquam melhor são as defensas metálicas.

Defensa Metálica: “é o dispositivo ou sistema de proteção contínua, constituída por perfis metálicos, implantados ao longo das vias com circulação de veículos, projetados na sua forma, resistência e dimensões, para absorver a energia cinética, através da deformação do dispositivo, de veículos desgovernados.

– Defensa Simples: é o tipo de defensa metálica formada por só uma linha de lâminas e suportada por uma única linha de postes.

– Defensa Dupla: é o tipo de defensa metálica formada por duas linhas de lâminas, paralelas e suportada por uma única linha de postes.

– Defensa Maleável: são o tipo de defensa metálica, simples ou dupla, composto por lâminas, postes maleáveis, espaçadores maleáveis, garras de fixação, plaquetas, cintas, somente no caso de defensas simples, parafusos, porcas e arruelas. “Este dispositivo tende a se deformar plasticamente ante o impacto de veículos.”

 Pergunto: por que não se instala? Porque os governantes não respeitam o povo, a vida alheia não vale nada, basta ver os hospitais públicos, a segurança pública.

O serviço público está falido, o Departamento de Estradas de Rodagem  responsável pela via, sucateado, a população omissa, fazer o que?

Tudo que foi escrito aqui serve também para a Rota do Sol, que nos meses de veraneio torna-se tão violenta quanto a Via Costeira.

 

Guga Coelho Leal – Engenheiro e escritor, membro do IHGRN

As opiniões emitidas nos artigos/crônicas são de responsabilidade dos colaboradores
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