Os criminosos mais procurados do Brasil respondem principalmente por crimes como homicídio, tráfico de drogas, organização criminosa e roubo, segundo levantamento do g1 que analisou a “lista vermelha” do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A ferramenta foi lançada no início do mês e integra o Projeto Captura, lançado pelo ministério como um esforço entre os governos dos estados e o federal para combater o crime organizado.
Na sexta-feira (19), o g1 revelou que o nome e a foto de um homem preso em flagrante há três meses no Paraná ainda seguiam na lista até quinta-feira (18). Tiago Alessandro Alves dos Santos foi preso em 7 de setembro, segundo o Ministério Público paranaense, por uso de documentos falsos. Ele responde também por outros crimes.
Após a reportagem questionar o ministério e o governo do Paraná, Tiago foi excluído da lista.
A criação da lista de procurados foi determinada por uma portaria de 2023 do Ministério da Justiça. Segundo essa norma, os objetivos são:
Segundo a norma, cada governo estadual pode indicar até oito nomes para constarem da lista de mais procurados – em uma contagem feita nesta semana, o g1 contabilizou 191 nomes.
Também segundo a regra, o governo estadual deve comunicar o Ministério da Justiça se um procurado for preso ou se o mandado de prisão contra ele for revogado.
O ministério, entretanto, pode retirar o nome da lista se tiver “conhecimento inequívoco ou comprovado” da prisão ou da revogação do mandado de prisão.
Um homem que está preso desde setembro no Paraná aparecia, até quinta-feira (18), como um dos mais procurados da Justiça no Brasil.
Tiago Alessandro Alves dos Santos foi preso em flagrante em 7 de setembro, segundo o Ministério Público paranaense, por uso de documentos falsos. Ele responde também por outros crimes.
Ainda assim, até quinta-feira (18), o nome e a foto dele apareciam na lista de procurados do Projeto Captura.
Após o g1 questionar o ministério e o governo do Paraná, Tiago foi excluído da lista.
O Ministério da Justiça disse que os nomes que constam da lista de procurados do Projeto Captura “foram indicados pelas autoridades estaduais” e que “não realiza validação individualizada nem divulgação detalhada da situação processual de cada pessoa listada”.
Sobre o caso de Tiago, afirmou que o Departamento Penitenciário do Paraná avisou as autoridades locais, que excluíram de seus dados e “diante disso, o nome foi retirado da lista vermelha” do governo federal.
“Assim, o Ministério reitera que a responsabilidade pelo envio, atualização e correção das informações no Programa é das autoridades estaduais, com base em seus registros policiais e judiciais”, disse o Ministério da Justiça, ao g1.
A Secretaria de Segurança Pública do Paraná e o Departamento de Polícia Penal do Estado negam ter fornecido os dados de Tiago para o Ministério da Justiça.
Fonte: G1
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