Mais três ministros do governo do premiê britânico Boris Johnson renunciaram ao cargo nesta quarta-feira (6). O número de baixas entre os integrantes do governo desde terça-feira chegam a 30.
A debandada ocorre em meio a denúncias de abuso sexual do ex-secretário Christopher Pincher. Jonhson é acusado de saber das condutas do ex-secretário antes mesmo de nomeá-lo (leia mais abaixo).
Ao todo, 5 dos 23 ministros do governo entregaram os cargos, inclusive o ministro das Finanças Rishi Sunak, dizendo que o líder britânico não tem mais a confiança deles e mergulha seu governo em uma crise.
Além deles, outros membros do governo de Johnson, como Bim Afolami, vice-presidente do Partido Conservador, entregaram os cargos.
Chris Pincher, responsável pela disciplina de voto parlamentar dos deputados conservadores, renunciou na última quinta-feira (30) depois de ser acusado por apalpar dois homens em um clube privado de Londres conhecido como Carlton Club.
Pincher renunciou ao posto de responsável pela disciplina do partido, mas continua como deputado, o que motivou pedidos de expulsão e de uma investigação interna.
Já nesta terça-feira, um ex-funcionário graduado do Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido acusou o gabinete do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, de mentir sobre se ele sabia das queixas anteriores de má conduta sexual feitas contra Pincher.
Muitos dos parlamentares disseram estar cada vez mais frustrados em defender o que alguns dizem ser um governo cheio de escândalos.
As partidas começaram no final da tarde de terça-feira com o secretário de Saúde Sajid Javid.
Confira a lista de renúncias:
Além das saídas, o premiê enfrenta críticas de parlamentares do próprio partido.
Os legisladores do Partido Conservador, Chris Skidmore e Tom Hunt, apresentaram separadamente cartas de desconfiança ao primeiro-ministro Boris Johnson nesta quarta-feira, enquanto o líder britânico enfrenta pedidos cada vez mais intensos para deixar o cargo.
Skidmore pediu mudanças nos regulamentos do Partido Conservador para pedir outro voto de confiança no primeiro-ministro: “É vital, portanto, que o comitê 1922 reconsidere urgentemente as regras que impedem que um novo voto de desconfiança ocorra”.
Fonte: G1
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