Brasília - Alunos da rede pública de ensino do DF realizam atividades de educação ambiental na Escola da Natureza.( Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O movimento nas lojas que vendem itens de material escolar já está em alta na capital potiguar. Duas lojas foram visitadas na tarde dessa segunda-feira (5), nas zonas Leste e Oeste de Natal, onde a busca por produtos como cadernos, mochilas e canetas, era intensa. Diante da procura elevada, lojistas projetam aumento de até 40% nas vendas de 2026 no comparativo com o ano passado. Para atrair os clientes, os estabelecimentos apostam em preço baixo e variedade.
Na Casa Norte Atacado, no bairro de Dix-Sept Rosado, a estimativa é de aumento de cerca de 30% a 40% nas vendas, de acordo com Cristiane Araújo, supervisora da loja. “Produtos com personalização de times de futebol e de personagens, como a capivara, Stitch, Mickey, Hello Kitty e os super-heróis estão entre os mais procurados”, detalha Cristiane.
Na Iskisita Atacado, no bairro Alecrim, a estimativa é de alta de 15% nas vendas, de acordo com o gerente da loja, Sebastião Magno. Segundo ele, cadernos e mochilas são os itens mais buscados. “Aqui a alta procura começou desde 26 de dezembro do ano passado. A gente aposta em uma estratégia forte para atrair o cliente: preço e variedade”, fala o gerente.
Para concorrer com as vendas pela internet, além da diversidade, Magno também aposta na qualidade. “Na loja é possível sentir o produto e observar que existe qualidade, algo que não é possível pelas compras virtuais”, afirma. Foi o que fez a manicure Thalita Aguiar. Ela foi à loja no Alecrim para comprar o material da filha Isadora, que está indo para o 3º ano do Ensino Fundamental.
Com o filho mais velho já formado, Thalita conta que vai poder dedicar um pouco mais do orçamento aos pedidos de Isadora. “Vou levar caderno, lápis, coleção e, talvez a mochila. Quando meu outro filho também estudava, eu costumava comprar itens mais em conta, mas agora vou deixar Isadora escolher um pouco, até porque os preços estão bons”, disse.
A estudante de Enfermagem Eduarda Ramos estava fazendo uma pesquisa de preços para comprar o material escolar do irmão, Sérgio, de 12 anos. “Eu moro em Natal, mas ele vive no interior. Então, a gente faz uma pesquisa para ver onde é melhor comprar. De cara, gostei dos preços”, falou Eduarda.
Já o assistente social Michel Platiny comenta que não costuma pesquisar. “Encontro muita variedade em um único lugar, então, não tenho o hábito da pechincha. Já comprei coleção, caderno, lápis, bolsas e lancheiras. Na verdade, minha estratégia para economizar é tentar o ‘meio de campo’, para conseguir atender o que a escola solicita e o que as crianças pedem”, disse, enquanto conferia a lista do material dos dois filhos na Casa Norte Atacado.
No local, além da variedade, o foco na estratégia de marketing e no bom atendimento atrai clientes como o assistente social Michel Platiny. “Além da divulgação, fazemos alguns eventos aos sábados, com oferta de descontos. E oferecemos estacionamento para os clientes em compra, seguido, claro, de um bom atendimento”, frisa Cristiane Araújo, supervisora da Casa Norte Atacado.
A diretora-geral do Procon Natal, Dina Pérez, pontua que é necessário o consumidor ficar atento na hora de comprar o material escolar para evitar abusos e diminuir custos. A principal dica é planejar as compras. Ações como elaboração de uma lista e comparação de preços são fundamentais. Outra dica é priorizar compras coletivas quando possível e reaproveitar itens do ano anterior.
Mas há outros cuidados que devem ser tomados, especialmente para evitar ciladas. “O consumidor deve desconfiar de ‘pacotes prontos’, sem detalhamento. [Deve] pedir sempre nota fiscal, observar se há preços visíveis nas prateleiras e fugir de compras por impulso. Transparência e comparação geram poder de barganha e evitam surpresas na fatura”, ensina Dina Pérez.
Em caso de abusos, a diretora-geral do Procon Natal orienta que, primeiro, o consumidor deve confirmar o valor anunciado e pedir que seja respeitado o preço exposto. Também deve-se comparar os valores com aqueles cobrados pelo mesmo produto em outros estabelecimentos”, detalha.
Quanto à lista de material fornecida pela escola, a diretora do Procon afirma que se forem identificados itens indevidos, é preciso solicitar a retirada formalmente. “Persistindo a prática, o Procon deve ser procurado”, explica Dina Pérez ao citar quais itens as escolas podem solicitar e quais são proibidos. “Podem solicitar materiais de uso individual do aluno — como cadernos, lápis, canetas e mochilas, por exemplo — e, quando houver uso coletivo, isso precisa estar justificado no plano pedagógico e na planilha de custos, à disposição dos pais. É vedada a cobrança de itens de consumo ou de limpeza (copos descartáveis, papel higiênico, produtos de higiene), materiais administrativos e qualquer pedido que transfira à família despesas típicas da escola”, descreve.
Fonte: Tribuna do Norte
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