O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse a interlocutores que pretende deixar o cargo no fim do ano, caso o “fogo amigo” contra ele continue no governo e no PT. Ele está muito irritado com as críticas que vem sofrendo por parte do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do partido e, em conversas reservadas, avalia que enfrenta uma espécie de “ataque especulativo”, o que prejudica até mesmo a aprovação do ajuste fiscal pelo Congresso.
Nos últimos dias, Lula intensificou o bombardeio na direção de Levy. Em jantar com a presidente Dilma Rousseff, na quinta-feira (15), ele voltou a dizer que o titular da Fazenda tinha “prazo de validade”, expressão usada em outras ocasiões para expressar seu descontentamento com o comandante da economia. Dilma, porém, resiste a trocar Levy por achar que a demissão criará ainda mais instabilidade no governo.
Após convencer a cúpula do PT a não pedir a cabeça do ministro da Fazenda na resolução final do 5º Congresso do partido, em junho, Dilma assistirá a mais um capítulo da revolta petista. Em reunião marcada para o dia 29, o Diretório Nacional do PT promete investir no “Fora Levy” e propor uma guinada na política econômica.
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