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Levantamento diz que nenhum município do RN tem gestão fiscal boa

Nenhum município do Rio Grande do Norte possui excelência em sua gestão financeira. É o que mostra Índice Firjan de GestãoFiscal (IFGF), levantamento nacional da Federeção das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Só 95 (1,8%) das 5.266 prefeituras avaliadas tiveram a gestão das contas considerada de excelência, com conceito A.

O indicador considera cinco quesitos: IFGF Receita Própria, referente à capacidade de arrecadação de cada município; IFGF Gasto com Pessoal, que representa quanto os municípios gastam com pagamento de pessoal, medindo o grau de rigidez do orçamento; IFGF Liquidez, responsável por verificar a relação entre o total de restos a pagar acumulados no ano e os ativos financeiros disponíveis para cobri-los no exercício seguinte.

Há ainda o IFGF Investimentos, que acompanha o total de investimentos em relação à receita líquida, e, por último, o IFGF Custo da Dívida, que avalia o comprometimento do orçamento com o pagamento de juros e amortizações de empréstimos contraídos em exercícios anteriores.

Os quatro primeiros têm peso de 22,5% sobre o resultado final. O IFGF Custo da Dívida, por sua vez, tem peso de 10%, por conta do baixo grau de endividamento dos municípios brasileiros.

O índice varia entre 0 e 1, quanto maior, melhor é a gestão fiscal do município. Cada município é classificado com conceitos A (Gestão de Excelência, acima de 0,8001 pontos), B (Boa Gestão, entre 0,6001 e 0,8), C (Gestão em Dificuldade, entre 0,4001 e 0,6) ou D (Gestão Crítica, inferiores a 0,4 pontos).

No Rio Grande do Norte, o município de Viçosa é o que melhor apresenta desempenho no índice geral de mais de 5.200 cidades, tendo ficado em 233º lugar. Almino Afonso aparece na posição 483. Todos os demais municípios do Estado aparecem na lista a partir do número 1061.

Natal ocupa a posição 64º no ranking estadual e 3.719º no nacional. O único conceito A que a capital tirou foi o custo de sua dívida, que atingiu avaliação de 0,85 pontos. Por outro lado, liquidez e investimentos tiveram os piores desempenhos. Ambos tiraram D, com notas inferiores a 0,25.

Apenas três capitais -Porto Velho (RO), Vitória (ES) e Porto Alegre (RS) – estão entre os municípios com administração financeira excelente em 2010. A capital de Rondônia foi beneficiada pelo boom econômico causado pela construção das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau.

A lista geral é encabeçada por Santa Isabel (GO), cujo IFGF chegou a 0,9747. Na lanterna, Ilha Grande (PI) ficou com apenas 0,0778. São Paulo , quarta capital em melhor situação, teve conceito B, o que é considerado “boa gestão”.

Veja aqui o resultado por cidade
Por Dinarte Assunção

Via http://www.espbr.com/

 

 

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