Dias após invadir o litoral do Espirito Santo, a onda de rejeitos de mineração liberada após o rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, na Região Central de Minas, continua fazendo estragos no mar capixaba. Peixes mortos, impactos oceanográficos na fauna e flora da foz do Rio Doce e áreas marítimas adjacentes, transferências de tartarugas e interdição de praias são alguns dos problemas enfrentados naquele estado. A lama caminha ao sabor das ondas e da direção do vento e fez com que o município de Linhares interditasse duas praias da região da foz do rio: Regência e Povoação. A medida foi adotada de forma preventiva.
A praia de Regência, considerada paraíso para surfistas, quase ninguém se arrisca a entrar no mar. Nas redes sociais, muitos deles lamentaram a chegada da lama à praia. Já a Federação das Colônias e Associações dos Pescadores e Aquicultores do Espírito Santo (Fecopes) entrou na 2ª Vara Cível de Linhares, no litoral norte do estado, com uma ação coletiva de indenização na qual representa cerca de 3 mil trabalhadores. Eles foram atingidos pelo derramamento de lama do Rio Doce após o rompimento da barragem em Mariana. A ONU se pronunciou esta semana, com criticas às medidas tomadas após o terrível acidente, já considerado o maior desastre ecológico do Brasil.
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