O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sediado em Porto Alegre, negou pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na quinta-feira (20) pela Polícia Federal. Costa é suspeito de ter ligação com uma organização criminosa que lavava dinheiro em seis estados e no Distrito Federal, desarticulada no início desta semana na Operação Lava Jato, e pode ter movimentado mais de R$ 10 bilhões.
A decisão foi assinada pelo desembargador João Pedro Gebran Neto. De acordo com o magistrado, o ex-diretor deve continuar preso para não obstruir as investigações.
Na segunda-feira passada (17), a Polícia Federal cumpriu 24 mandados de prisão e 15 de condução coercitiva, além de 81 mandados de busca e apreensão em 17 cidades. Cerca de 400 policiais participaram da operação. A organização contava com quatro grupos que tinham à frente doleiros que lucravam com câmbio paralelo ilegal, mas também praticavam crimes como tráfico de drogas, exploração e comércio ilegal de diamantes e corrupção de agentes públicos.
O ex-diretor foi encaminhado sexta-feira (21) à Superintendência da Polícia Federal (PF) no Paraná, onde será interrogado. Ele está preso no Rio de Janeiro, mas as investigações têm origem em Curitiba.
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