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Justiça do RN promove mutirão para priorizar julgamentos de processos que envolvem assédio e discriminação

Bilhete com ofensas racistas deixado no carro do empreendedor Alan Batista em outubro do ano passado; caso não teve desfecho — Foto: Cedida/Arquivo

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte começou nesta semana um mutirão que visa priorizar o julgamento de processos que envolvem dois tipos de temáticas: casos de assédios moral e sexual e discriminação.

Ao todo, 172 processos estão previstos para serem analisados até o fim do mês de maio, segundo o TJRN, dentro desse mutirão.

O mutirão faz parte da Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação, que acontece em tribunais por todo o Brasil até esta sexta (10), com ações de sensibilização sobre os temas.

Segundo o Ministério do Trabalho e do Emprego, as mulheres, com quase 80% dos casos, são as principais vítimas desses tipos de crime.

Segundo o TJRN, os 172 processos que devem ser analisados no RN tratam exclusivamente de casos de assédio e de discriminação – especialmente contendo os assuntos relacionados à temática racial, de cor, etnia e/ou origem.

Os processos, segundo o TJRN, são de dezenas de comarcas e incluem todas as regiões do Estado.

Os processos envolvem casos relacionados a assédio moral, assédio sexual; bullying, violência e discriminação; multa pela ilicitude da discriminação salarial; não discriminação; além de situações de intolerância e/ou injúria por identidade ou expressão de gênero; por orientação sexual; por procedência nacional; racial, de cor e/ou etnia; religiosa; por identidade ou expressão de gênero; e por orientação sexual.

Relembre dois casos recentes de discriminação e que, segundo as vítimas, não tiveram desfecho até maio deste ano:

  1. Moradora de condomínio de Natal denuncia agressão e injúria racial de vizinhas
    (A gerente de vendas Flávia Ferreira disse que a investigação foi concluída pela polícia, mas o processo dela não está no mutirão do TJRN. A denúncia foi recebida pela Justiça, que determinou que as acusadas apresentassem a defesa).
  2. ‘Machuca nossa alma’, diz homem que encontrou bilhete com ofensas racistas em condomínio na Grande Natal
    (O empreendedor Alan Batista informou que não tem informações sobre o andamento da investigação do caso dele na Polícia Civil).

Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação

Instituída pela Resolução CNJ nº 450/2022, a Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação é realizada sempre em maio e está inserida em agenda permanente dos tribunais.

Entre as iniciativas realizadas pelos tribunais, estão rodas de conversa, treinamentos e produção de conteúdos, entre outras. A iniciativa visa o combate ao assédio e à discriminação, em suas mais variadas formas, a todos que constituem e atuam no sistema judiciário.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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