A nova linha oferecida aos consumidores que usarem o rotativo do cartão de crédito além de 30 dias vai custar acima dos 154% cobrados, em média, no crédito parcelado hoje existente no cartão, admitem fontes. A razão para isso, apontam executivos de bancos, é o risco de crédito do tomador, bem superior ao daquele cliente que hoje utiliza o parcelamento com juros no cartão.
Os maiores bancos, no entanto, ainda não fecharam as taxas e, cautelosos em não frustrar a expectativa anunciada pelo governo, executivos da área de cartões dizem os preços das linhas tenderão a se aproximar. Para um executivo de um grande banco, taxas muito acima do parcelado atual serão “casos pontuais”. A visão, no entanto, não é ponto pacífico.
A partir de 3 de abril, quem usa o rotativo do cartão – ou seja, quem paga algo acima de 15% e abaixo de 100% da fatura – e que costuma lançar mão desse expediente por um período acima de 30 dias terá como alternativa quitar o débito ou aceitar uma linha parcelada a ser oferecida pelo banco, como determina a nova regulamentação. Fora desses dois casos, o consumidor será considerado inadimplente.
Embora o parcelamento da dívida do rotativo ofereça maior previsibilidade ao tomador, podendo ajudá-lo a organizar melhor seu fluxo de pagamentos e mitigando o risco, há outros pontos a ser considerados em uma conta na qual a margem de manobra dos bancos não é pequena. Tudo o que diz a nova regulação é que a linha deve ser oferecida em “condições mais vantajosas” do que o rotativo bastante amplo para se fixar a taxa da nova linha.
Hoje, o teto do parcelado oferecido pelos maiores bancos ronda 200% ao ano, mas há taxas bem abaixo disso para tomadores considerados triplo “A”, de menor risco. A questão é que, nas linhas hoje existentes, a decisão de parcelar a fatura é tomada de modo consciente e estruturado pelo consumidor. Com a mudança, o parcelamento vai se tornar uma imposição a um cliente que já tinha um perfil de risco mais arrojado. A carteira do parcelamento do cartão tem inadimplência de 1,14%, enquanto no rotativo chega a 37%.
*Valor Econômico
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