O presidente da Argentina, Javier Milei, enfrentará nesta quinta-feira (1º) o primeiro grande teste de seu governo no Congresso. Os deputados devem votar, no fim do dia, a chamada lei “ómnibus”, que vem enfrentando forte resistência no Legislativo, onde Milei não tem maioria.
Na quarta-feira (31), os deputados da Argentina alinhados ao presidente Javier Milei negociaram quais alterações da lei “ómnibus”são suficientes para tentar aprovar o texto.
O projeto da lei “ómnibus” é um pacote que abarca temas múltiplos e muito diversos, desde privatização de empresas estatais a temas de política de segurança a uma centralização do poder nas mãos de Milei.
Na quarta-feira, do lado de fora do Congresso, agentes da polícia cercaram manifestantes de esquerda que são contrários ao projeto da lei “ómnibus”.
Nesta quinta, a sessão será retomada às 11h, e a votação deve ocorrer no fim do dia.
A votação na Câmara dos Deputados é o primeiro grande teste de Milei no Legislativo desde que ele assumiu o poder, em 10 de dezembro.
Ele enfrenta dificuldade porque a bancada governista no Congresso é minoritária tanto na Câmara dos Deputados como no Senado. Para entrar em vigor, o texto deve ser aprovado tanto pelos deputados como pelos senadores.
Antes de ir a plenário, houve semanas de negociações entre deputados que não são governistas, mas que podem votar a favor do texto.
Para tentar conseguir fazer com que a lei seja aprovada, o governo retirou mais de cem artigos, inclusive uma seção sobre temas fiscais.
A versão inicial tinha 664 artigos. Mais de 100 foram retirados ou alterados. Previa-se que pelo menos 170 pontos seriam objeto de discussão. No fim, pouco mais da metade dos artigos originais se mantiveram no texto.
O governo afirmou que os políticos “têm a chance de começar a reverter o dano que eles causaram ao povo argentino”.
O principal partido de oposição, o União pela Pátria, de orientação peronista, vai votar contra o texto. Os deputados do grupo afirmam que a “motoserra” vai prejudicar o povo (durante as eleições, Milei fez campanha com uma motosserra para sinalizar que ele iria cortar gastos).
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