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Janot pediu abertura de inquérito no STF contra Temer e Aécio

O procurador-geral da República Rodrigo Janot pediu abertura de inquérito no STF contra o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves, sob a alegação de que ambos agiram para tentar impedir as investigações da Lava-Jato. Os dois também são acusados de corrupção passiva e formação de organização criminosa. O pedido foi deferido pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF. Janot cita, entre outras evidências, que Temer teria conhecimento de pagamentos de propina feitos por Joesley Batista, dono do grupo JBS, ao ex-deputado federal Eduardo Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro. “O pagamento de propinas, mesmo depois de os mesmos estarem presos, tem, se não como motivação única, mas certamente principal, garantir o silêncio deles ou, ao menos, a combinação de versões”, afirma.

O procurador-geral também diz que Temer usou do cargo para se beneficiar de vantagens indevidas, como recebimento de dinheiro para facilitar a tramitação de assuntos do grupo de Joesley no governo federal. O deputado federal Rodrigo Loures (PMDB-PR), aliado de Temer, foi flagrado recebendo dinheiro da JBS após ter sido indicado pelo presidente como seu interlocutor junto ao empresário. Temer é acusado por Janot de corrupção passiva, obstrução da Justiça e atuação em organização criminosa. No pedido de inquérito – que inclui Aécio e Loures -, o procurador-geral anexa quatro conversas gravadas com o conhecimento do  MPF com o próprio Temer, no dia 7 de março deste ano; com Loures nos dias 13 e 16 de março; e com Aécio no dia 24 de março.

No pedido Janot relata como Joesley chegou ao Palácio do Jaburu para o encontro com Temer. Segundo ele, o empresário, que chegou sem ser anunciado, pela garagem, por volta das 22h30, já conhecia o presidente, embora não se encontrassem há cerca de dez meses, quando o peemedebista ainda era vice de Dilma Rousseff (PT). Na reunião, Joesley reclama que a interlocução com o ex-ministro Geddel Vieira Lima e com o ministro Eliseu Padilha ficou complicada depois que ambos passaram a ser investigados na Lava Jato, ao que Temer responde: “É, tem que tomar cuidado, é complicado”. Ao fim, eles combinam novos encontros no Jaburu no mesmo esquema. “Fazemos como hoje. Funcionou super bem”, diz Temer. “Verdade, verdade, venho umas dez e meia, conversamos um minutinho, uma meia horinha e vou embora”, completa Joesley. Temer nega ter cometido qualquer irregularidade na conversa com Joesley e os crimes atribuídos a ele pelo MPF.

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