De acordo com as investigações, o grupo investigado mantinha um “elaborado esquema de sonegação fiscal” há mais de 10 anos, utilizando empresas fictícias, fraudes contratuais e pessoas interpostas para ocultar a origem e o destino de recursos ilícitos.
Somente entre 2021 e 2024, as movimentações financeiras suspeitas ultrapassaram R$ 25 milhões, beneficiando diretamente os principais operadores do esquema. Pelo menos parte das empresas seria ligada ao ramo de reciclagem de papel.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em estabelecimentos comerciais e residências em Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Caicó.
A operação foi comandada pelo Departamento de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Deccor-LD), através da Delegacia Especializada de Investigação de Crimes contra a Ordem Tributária (Deicot), com o apoio de outras divisões da Polícia Civil e da Secretaria Estadual de Tributação (Sefaz).
O nome da operação, “Paper Companies” (em tradução livre do inglês, “Empresas de Papel”), faz referência ao uso de empresas fantasmas criadas para emitir notas fiscais falsas e movimentar valores indevidos.
As investigações prosseguem com o objetivo de aprofundar a análise das movimentações financeiras e identificar todos os envolvidos na estrutura criminosa. Em breve mais informações.
Fonte: G1RN
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