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Inter TV divulga pesquisa eleitoral para Prefeitura de Natal nesta segunda (26)

Saiba como são feitas as pesquisas eleitorais — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Inter TV vai divulgar três rodadas de pesquisas eleitorais sobre o cenário da disputado ao cargo de prefeito de Natal até as eleições do dia 6 de outubro. Os estudos são feitos pelo Instituto Quaest e também poderão ser conferidos no g1 RN.

A primeira pesquisa será divulgada nesta segunda-feira (26)

Para fazer um retrato de cada momento da eleição, a pesquisa usa um método científico: a estatística. Primeiro, é preciso definir quem serão os entrevistados. Eles vão representar o universo dos eleitores.

Como não é possível entrevistar todo mundo, o instituto de pesquisa estabelece critérios para selecionar um grupo de pessoas que deverá espelhar a população e produzir uma amostra.

Essa amostra precisa ter um perfil semelhante ao do município inteiro, as mesmas características em relação a sexo, idade, escolaridade e renda, com base nos dados do IBGE e da Justiça Eleitoral.

O professor Filipe Nunes, diretor da Quaest, afirmou que houve novidades incorporadas em 2024.

“Para garantir que todos os perfis que existem no eleitorado do Brasil estejam representados na amostra, a gente passou a incorporar informações de eleições anteriores, do comportamento das pessoas em outros pleitos, para também enriquecer o trabalho de desenho e planejamento dessas amostras. Essa é uma inovação que nos parece muito relevante, tem sido adotada em outros países que passaram por processo de polarização e processos de debate político como os que a gente tem vivido nos últimos anos”, afirmou.

 

As pesquisas também seguem regras determinadas pela legislação eleitoral. As feitas pelos partidos para definir estratégias, bem como as que são divulgadas por veículos de comunicação, devem ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral.

“O instituto de pesquisa, ou a empresa, tem vários dados que ela tem que preencher para publicizar como ela está realizando aquela pesquisa. Eles têm que colocar o plano amostral, o questionário a ser aplicado, a abrangência dos bairros, o gênero, a faixa etária de quem vai ser entrevistado”, explica Márcia Regina Clementino, chefe da Seção de Processamento e Estatística do TRE-RN.

Abstenção

Outra preocupação recente das pesquisas é com o alto índice de abstenção, que passou de 30% em cidades como Rio de Janeiro, Porto Alegre e Goiânia, nas últimas eleições municipais.

Muitas vezes, a pessoa diz na pesquisa que vai votar em determinado candidato, mas depois nem aparece nas urnas. Por isso, os institutos incluíram perguntas no questionário para ter mais pistas.

“A gente passou desde 2022 a incorporar um modelo estatístico que ajusta a pesquisa exatamente à probabilidade dos eleitores irem ou não votar no dia da eleição. Esses modelos foram trazidos de estudos feitos nos Estados Unidos, onde o voto não é obrigatório”, afirma Filipe Nunes.

Como a pesquisa funciona

A pesquisa sob número RN-07606/2024, que será divulgada nesta segunda (26), foi registrada no dia 20 e realizada entre os dias 23 e 25 de agosto. Foram entrevistadas 852 pessoas escolhidas de forma aleatória, ouvidas em casa pelos pesquisadores.

A amostra equivale ao perfil completo do eleitorado. Na capital potiguar, por exemplo, mais de 50% das pessoas que podem ir às urnas em outubro são mulheres. Por isso, a amostra da pesquisa deve ter um maior percentual feminino.

Outras características são levadas em conta, como renda e idade, com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Justiça Eleitoral. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. São cálculos que definem também o nível de confiança da pesquisa, que é de 95%. Ou seja, se for repetida 100 vezes, em 95 o resultado vai estar dentro da margem de erro.

Critérios

Além de seguir normas científicas, a pesquisa tem que cumprir o que diz a lei. Os institutos que fazem esse tipo de levantamento precisam registrá-lo na justiça eleitoral cinco dias antes da divulgação. É preciso ter informações detalhadas sobre como a pesquisa é feita, por quem e com quais critérios, além dos dados de quem contratou.

Divulgar uma pesquisa sem esse registro prévio dá multa que pode passar de R$ 100 mil. Divulgar uma pesquisa com fraude é crime com pena, inclusive, de prisão.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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