A Internet e as mídias digitais deram aos jornais um impulso nunca antes registrado na história da imprensa. Segundo dados da Associação Mundial de Jornais e Editores de Noticias (WAN-IFRA), organização com sedes em Frankfurt (Alemanha) e Paris (França) e que representa mais de 18.000 publicações, 15.000 sites on-line e cerca de 3.000 empresas em mais de 120 países, nunca se leu tanta notícia nas plataformas impressa e digital.
No mundo todo, registra um estudo da WAN-IFRA apresentando este ano no 10º Congresso Brasileiro de Jornais, cerca de 2,5 bilhões de pessoas leem jornais impressos e 800 milhões o fazem em plataformas digitais. No Brasil, são 73 milhões de leitores dos jornais impressos, 50 milhões deles lendo as notícias publicadas pelas empresas jornalísticas que também mantêm sites noticiosos.
Tal audiência mostra que, ao contrário das previsões de alguns especialistas, no início dos ano 1990, o advento da internet não “seria o fim dos jornais” ou “o início do desinteresse do público pela notícias”. A teoria era que sites de buscas, blogs e mídias sociais, diversificando a oferta de informações, substituiriam os jornais. Não se considerou que esses jornais poderiam combinar as versões impressa e digital, mantendo-se como principais fontes de notícias, o que realmente ocorreu.
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