INDIGNAÇÃO –
Há muito tempo, já não procuro cobrar atitudes das pessoas, nem espero façam isto comigo. Cada ente é um astro a ser descoberto e, tal qual o sol, devemos manter uma distância de segurança, sem exposição excessiva para não nos queimarmos, nem afastamento maior para não resfriarmos.
Já ando exausto do comportamento de nossos semelhantes, apesar de perceber a energia da esperança fluindo em meu coração. A cada instante, os fatos me levam a sentir a indignação da sociedade parecendo assumir ares, senão de timidez, mas de impotência e insignificância.
O povo nas ruas, gritando pela decência, pouco adianta. Recordo quando, anos atrás, minha primogênita, estava prestes a submeter-se aos exames para receber sua primeira habilitação e conduzir veículos, numa época em que o Detran-AL, em nome da descentralização dos serviços, realizava os testes de motorista em cidades do interior próximas à capital. Saímos de casa bem cedo, chegando a São Miguel dos Campos, praticamente, quando os primeiros raios solares beijavam suas calçadas.
Milhares de pessoas estavam por lá…. Os ponteiros do relógio corriam, mas as filas permaneciam paradas. Por volta das quatorze horas, a Praça principal da cidade já estava apinhada de candidatos e camelôs, quando um veículo preto, com placa oficial, antecedido por dois patrulheiros, abriu caminho entre os presentes e estacionou bem à porta do local dos testes. De seu interior desceu “uma alta autoridade do âmbito federal” trazendo pelo braço uma jovem, como todos os demais também pleiteando ser motorista.
Percebido o desejo do “artista”, de furar a fila, a situação ficou critica. A revolta foi geral (inclusive eu, ao jogar uma garrafinha d’água no “picareta” travestido de magnânimo). A resposta veio célere. O órgão estadual de Trânsito, em nome da ordem, suspendeu as provas, sine die. Hoje, a figura que se considerava o melhor de todos, anda por aí, esquecido. Mas, quando pôde se locupletar, o fez em abundância, nas mínimas coisas.
Os roubos se sucedem, as mentiras são escutadas todos os dias, figuras desprezíveis, ao assumirem postos de mando, consideram-se eternas e causam males irreparáveis, sendo os insumos do mal na vivência do Brasil.
Tenho certeza: cada brasileiro tem, ao menos, uma história pessoal de injustiça para contar. Por este motivo, não se indigna, resigna ou cala. Ele é forte e tem a coragem de, apesar de sofrer, saber sonhar.
Só lamento não ser mais criança, para acreditar em meus sonhos de, um dia, conviver com um Brasil decente e coerente, onde se destacassem os valores familiares, como boa educação, respeito ao próximo, solidariedade e, principalmente, amor, sentimento fantástico, ensinado por Deus e, infelizmente, pouco praticado em nossos tempos modernos.
Alberto Rostand Lanverly – Presidente da Academia Alagoana de Letras
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