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Imagem inédita revela química oculta no centro da Via Láctea

Uma imagem inédita da Via Láctea registrada pelo telescópio ALMA revelou uma complexa rede de filamentos de gás cósmico no centro da nossa galáxia.

De acordo com os astrônomos do Observatório do Sul Europeu (ESO, na sigla em inglês), responsáveis pelos novos dados, a imagem é a maior dessa região da Via Láctea já produzida pelo telescópio no Atacama.

➡️Os dados da análise do grupo de pesquisa e a nova fotografia foram apresentados em cinco artigos que serão publicados na revista científica “Monthly Notices of the Royal Astronomical Society”.

O registro vai permitir que os astrônomos investiguem a vida das estrelas na porção mais extrema da nossa galáxia, ao lado do buraco negro supermassivo em seu centro.

“É um lugar de extremos, invisível aos nossos olhos, mas agora revelado em detalhes extraordinários”, afirma Ashley Barnes, astrônoma do ESO.

 

As observações proporcionam uma visão única do gás frio – matéria-prima da qual as estrelas são formadas – dentro da Zona Molecular Central (ZMC) da Via Láctea.

⭐De maneira geral, o gás molecular frio flui ao longo de filamentos que alimentam aglomerados de matéria a partir dos quais as estrelas se formam.

Ainda segundo os pesquisadores, essa é a primeira vez que o gás frio em toda essa região foi explorado com tantos detalhes.

A química da zona central da Via Láctea

A região capturada pela imagem se estende por mais de 650 anos-luz e abriga nuvens densas de gás e poeira que cercam o buraco negro no centro da nossa galáxia.

E a nova imagem pode ser essencial para desvendar mais sobre a química envolvida nesse pedaço da Via Láctea.

O registro mostra desde estruturas de gás com dezenas de anos-luz até pequenas nuvens gasosas ao redor de estrelas individuais.

Foram detectadas dezenas de moléculas diferentes, desde as mais básicas, como monóxido de silício, até moléculas orgânicas complexas, como metanol, acetona e etanol.

Além disso, a fotografia permitiu que os astrônomos compreendessem melhor o processo de formação das estrelas nessa região da galáxia.

“Ao estudar como as estrelas nascem na CMZ, também podemos obter uma imagem mais clara de como as galáxias cresceram e evoluíram”, explica Steve Longmore, professor de astrofísica na Liverpool John Moores University e um dos líderes do grupo de pesquisa.

 

Os astrônomos acreditam que essa porção da Via Láctea compartilha muitas características com galáxias mais primitivas, onde as estrelas se formavam em ambientes caóticos e extremos.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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