A Igreja Católica descartou a veracidade das supostas “aparições” anunciadas por uma “vidente”, que assegurava ter visto a imagem de uma virgem chorando sangue, na Itália. Um comunicado foi divulgado nessa quarta-feira (6).
Há vários anos, Gisella Cardia, uma siciliana de 54 anos, afirma que se comunica diretamente com a virgem. O caso, que repercutiu na imprensa internacional, atraiu centenas de peregrinos à cidade de Trevignano Romano, ao norte de Roma.
Gisella, que já foi condenada em 2013 por falência fraudulenta, também afirma ter testemunhado uma multiplicação de pizzas e nhoques, como no “milagre da multiplicação dos pães” descrito no Evangelho.
Diante da magnitude do caso, a diocese de Civita Castellana, ao noroeste de Roma, iniciou uma investigação. Além disso, vizinhos da “virgem”, cansados do movimento de devotos na região, denunciaram uma “fraude gigantesca”.
Após a investigação, que durou quase um ano, a diocese “decretou o caráter não sobrenatural dos fatos” ocorridos em Trevignano Romano.
A Igreja afirmou ter feito uma avaliação “cuidadosa” do caso, além de ouvir testemunhas e de consultar uma comissão, incluindo um psicólogo e um especialista na Virgem Maria.
O próprio papa Francisco alertou contra certas “aparições”, em uma alusão velada à Virgem de Trevignano, durante uma entrevista à televisão em junho de 2023.
No dia 3 de cada mês, centenas de fiéis comparecem para rezar diante da estátua da Virgem de Trevignano e afirmam que ela chora lágrimas de sangue.
A imagem, protegida por vidro, fica em um grande terreno com vista para o Lago Bracciano, junto com uma grande cruz azul, um altar e bancos de madeira.
Tudo começou em 2016, quando Gisella voltou de uma peregrinação na Bósnia e Herzegovina com uma estatueta nas malas.
Ao retornar a Trevignano Romano, ela disse ter visto a imagem chorar e multiplicar pizzas e nhoques, em uma versão local do “milagre da multiplicação dos pães”.
Chamada de “a vidente” pelos peregrinos, a mulher também afirma ter a pele marcada por estigmas e disse ter feito profecias sobre a pandemia de Covid-19 e a guerra na Ucrânia.
Após a repercussão do caso, Gisella fundou uma associação oficialmente dedicada a ajudar pessoas doentes. No entanto, alguns doadores disseram que foram prejudicados.
Fonte: G1
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