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Idema apura festa nos Parrachos de Pirangi, na Grande Natal

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) informou que recebeu denúncias e que apura uma festa ocorrida na noite dessa quarta-feira (14) nos parrachos de Pirangi, entre os municípios de Parnamirim e em Nísia Floresta, na Grande Natal.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram uma grande aglomeração de pessoas, com bebidas nas mãos, além de música ao vivo nas lanchas.

O Idema informou que tomou conhecimento do caso e informou que irá adotar providências cabíveis, como a verificação do licenciamento ambiental de empreendimentos náuticos da localidade e fiscalização dos cumprimentos dessas condições.

O órgão ambiental informou ainda que, por se tratar de uma área pertencente à União, irá articular o apoio da Capitania dos Portos, responsável pela fiscalização da capacidade e segurança das embarcações, além da Polícia Ambiental e do Ibama-ICMBIO para atuação conjunta no caso.

O trecho em questão, segundo o Idema, está em fase de estudos técnicos ambientais para a criação de uma unidade de conservação federal a ser gerida pelo ICMBio.

Inter TV Cabugi tentou contato com a Capitania dos Portos, mas não recebeu resposta até a atualização mais recente desta reportagem.

Os cantores Henry Freitas e Núzio Medeiros participaram da festa cantando ao vivo. Os dois também foram procurados pela reportagem da Inter TV Cabugi, mas as assessorias não haviam dado respostas sobre o tema até a atualização mais recente desta reportagem.

Fonte: G1RN

‘Área rica em biodiversidade’, alerta especialista

 

Para o Centro de Monitoramento Ambiental (Cemam) que realiza trabalhos no litoral potiguar auxiliando a proteção do ecossistema e animais, o evento pode trazer riscos à vida marinha na região.

“O que aconteceu nos Parrachos de pirangi é no mínimo lamentável. Estamos falando de uma área rica em biodiversidade marinha, um berçário da vida marinha, que tem uma biodiversidade de recifes de corais, de peixes, tartarugas, peixes-boi e golfinhos também utilizam essa área”, explicou a bióloga Aline Bomfim, diretora do Cemam.

“É uma área que é um patrimônio ambiental do estado. Então, esse local é utilizado para alimentação, reprodução, abrigo e contribui para o equilíbrio do ecossistema marinho”.

 

A bióloga também falou sobre os impactos que uma festa nesse tipo de ambiente gera, que, segundo ela, são “diversos”.

“Lixo, luzes, som, álcool, pisoteio nos recifes. E fica a reflexão: quanto tempo a natureza leva para se recuperar desses impactos?”, questionou.

“Então, é fundamental que todo e qualquer cidadão procure informação e busque saber se o evento é autorizado e ambientalmente responsável. E pra quem está promovendo o evento a reponsabilidade é ainda maior, o uso de qualquer área natural é necessário autorização dos órgãos competentes”.

Ponto de Vista

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