Vídeos publicados nas redes sociais mostram uma grande aglomeração de pessoas, com bebidas nas mãos, além de música ao vivo nas lanchas.
O Idema informou que tomou conhecimento do caso e informou que irá adotar providências cabíveis, como a verificação do licenciamento ambiental de empreendimentos náuticos da localidade e fiscalização dos cumprimentos dessas condições.
O órgão ambiental informou ainda que, por se tratar de uma área pertencente à União, irá articular o apoio da Capitania dos Portos, responsável pela fiscalização da capacidade e segurança das embarcações, além da Polícia Ambiental e do Ibama-ICMBIO para atuação conjunta no caso.
O trecho em questão, segundo o Idema, está em fase de estudos técnicos ambientais para a criação de uma unidade de conservação federal a ser gerida pelo ICMBio.
A Inter TV Cabugi tentou contato com a Capitania dos Portos, mas não recebeu resposta até a atualização mais recente desta reportagem.
Os cantores Henry Freitas e Núzio Medeiros participaram da festa cantando ao vivo. Os dois também foram procurados pela reportagem da Inter TV Cabugi, mas as assessorias não haviam dado respostas sobre o tema até a atualização mais recente desta reportagem.
Para o Centro de Monitoramento Ambiental (Cemam) que realiza trabalhos no litoral potiguar auxiliando a proteção do ecossistema e animais, o evento pode trazer riscos à vida marinha na região.
“O que aconteceu nos Parrachos de pirangi é no mínimo lamentável. Estamos falando de uma área rica em biodiversidade marinha, um berçário da vida marinha, que tem uma biodiversidade de recifes de corais, de peixes, tartarugas, peixes-boi e golfinhos também utilizam essa área”, explicou a bióloga Aline Bomfim, diretora do Cemam.
“É uma área que é um patrimônio ambiental do estado. Então, esse local é utilizado para alimentação, reprodução, abrigo e contribui para o equilíbrio do ecossistema marinho”.
A bióloga também falou sobre os impactos que uma festa nesse tipo de ambiente gera, que, segundo ela, são “diversos”.
“Lixo, luzes, som, álcool, pisoteio nos recifes. E fica a reflexão: quanto tempo a natureza leva para se recuperar desses impactos?”, questionou.
“Então, é fundamental que todo e qualquer cidadão procure informação e busque saber se o evento é autorizado e ambientalmente responsável. E pra quem está promovendo o evento a reponsabilidade é ainda maior, o uso de qualquer área natural é necessário autorização dos órgãos competentes”.
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