As indefinições da cena política interna, com relação à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o recrudescimento da tensão comercial entre Estados Unidos e China azedaram o humor da bolsa doméstica durante todo o dia de ontem. No entanto, perto do final da sessão, o ritmo de queda arrefeceu e o índice à vista não só se recuperou como se firmou no patamar dos 84 mil pontos. Assim, o índice à vista fechou em queda de 0,46%, aos 84.820,42 pontos. O giro financeiro foi de R$ 9,66 bilhões. Na semana, o Ibovespa recuou 0,64%.
A desaceleração das fortes quedas vistas no mercado acionário americano próximo ao fechamento por lá contribuiu para reduzir a baixa por aqui. Naquele mesmo horário, Henrique Meirelles também anunciava sua saída do Ministério da Fazenda e oficializava que seu secretário-executivo, Eduardo Guardia, ocupará seu lugar, garantindo a continuidade da condução da política econômica. No campo político, o ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa de Lula para suspender execução da pena. O fato de Lula ser preso não impede que ele se inscreva para concorrer ao pleito eleitoral. E o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deve se pronunciar em setembro.
Do ponto de vista externo, há muitas incertezas uma vez que o embate comercial de China e EUA parece que não terá fim tão cedo. Apesar de ainda não ser possivel se dizer quanto, o fato é que isso muda a perspectiva para a bolsa. Internamente, as quedas em torno de 9% das ações da Eletrobras no pregão de ontem também contribuíram para a baixa local. O recuo foi atribuído à percepção de investidores de que a possibilidade do atual ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Wellington Moreira Franco, ser o novo ministro de Minas e Energia no lugar de Fernando Coelho Filho torne a pasta mais política do que técnica, deixando para trás o projeto de privatização da companhia.
DÓLAR COMERCIAL: R$ 4,9100 DÓLAR TURISMO: R$ 5,1170 EURO: R$ 5,7510 LIBRA: R$ 6,6940 PESO…
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