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Hospital usa carrinho elétrico e ‘corredor de afeto’ para receber criança com Síndrome de Down antes de cirurgia no RN

O Hospital Universitário Ana Bezerra (HUAB), na cidade de Santa Cruz, no interior do Rio Grande do Norte, utilizou um carrinho elétrico e criou um “corredor de afeto” para receber uma paciente de 5 anos com Sìndrome de Down antes de uma cirurgia odontológica na unidade.

A ação aconteceu na manhã desta quarta-feira (1º). O HUAB é gerido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e administrado pela Rede Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

A paciente, Emilly Pereira Batista, é natural do município de Campo Redondo, distante cerca de 180 quilômetros de Santa Cruz. Além da Síndrome de Down, a menina também foi diagnosticada, em 2023, no espectro autista.

Emily precisou ser submetida a uma cirurgia odontológica no hospital para realizar restaurações e extrações dentárias.

Segundo o Hospital Universitário Ana Bezerra, a ideia da recepção foi tornar o momento mais leve e acolhedor. A criança foi conduzida em um carrinho elétrico até o centro cirúrgico, sendo cercada e aplaudida por profissionais da unidade.

“A iniciativa integra as práticas de humanização desenvolvidas pelo HUAB, que buscam reduzir a ansiedade e tornar a experiência hospitalar menos traumática para crianças e familiares”, explicou, em nota, o hospital.

Ambiente humanizado

A mãe da criança, Eliene Aprigío Pereira, lembrou que a filha nasceu na própria unidade de saúde, tendo ficado mais de um mês internada.

“Minha filha nasceu aqui no HUAB e passou 33 dias internada. Hoje, vê-la sendo cuidada dessa forma tão carinhosa me emociona muito. É um atendimento que vai além da parte médica, é um cuidado humano e acolhedor que nos dá segurança e gratidão”, afirmou.

“É diferente quando a gente sente que estão cuidando do nosso filho com tanto amor. Isso faz toda a diferença”, disse o pai da menina, José Edmilson Silva Batista.

A cirurgiã-dentista responsável pelo procedimento, Viviane Fernandes, reforçou a relevância da abordagem humanizada no cuidado com as crianças.

“A humanização é fundamental para reduzir o medo, o estresse e a resistência dos pequenos pacientes. Quando conseguimos transformar o ambiente hospitalar em algo mais acolhedor e lúdico, como fizemos com Emilly, o processo de cuidado se torna mais tranquilo e benéfico para todos”, explicou.

Fonte: G1RN
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