Categories: Blog

Hospital tem 400 pessoas esperando por cirurgias ortopédicas

A fila para a realização de cirurgias ortopédicas no Hospital Memorial chegou a 400 pacientes. Eles aguardam uma decisão formal da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) relacionada ao fechamento de contrato, para então começar o mutirão de cirurgias eletivas de ortopedia.

Os procedimentos estão represados pela falta de atendimento no Hospital Deoclécio Lucena, em Parnamirim e no Hospital Médico-Cirúrgico, em Natal, vinculados respectivamente às redes de saúde pública e privada do Rio Grande do Norte. Diretor presidente do Hospital Memorial, o ortopedista Francisco da Silva Gomes estima que dos cerca de 400 pacientes que aguardam a realização de pequenas e médias cirurgias a maioria são referentes aos membros superiores.

A prioridade do atendimento, segundo o médico Francisco Gomes, são de idosos – “que precisam de uma recuperação de 24 horas na UTI” – e de pacientes que necessitam de cirurgias dos membros inferiores, “que não podem ficar sem andar”. Francisco Gomes informou que o Memorial atualmente conta com cinco leitos de cirurgia para ortopedia, mas o hospital está trabalhando para ampliar o número de leitos para dez.

Gomes disse, ainda, que com os leitos em funcionamento e outro que está para abrir no decorrer da semana, o Memorial tem capacidade para realizar 30 cirurgias por dia, ou 150 por semana. No caso  da Sesap autorizar a realização do  mutirão, ele disse acreditar que em dois meses o  Hospital Memorial poderá atender essa demanda reprimida, com as cirurgias sendo feitas inclusive aos sábados.

O Hospital Memorial é o único com especialidade em cirurgias ortopédicas reparadoras, incluindo a alta complexidade, que atende todo o Rio Grande do Norte, diz Gomes, até porque houve o fechamento Itorn e o Hospital Médico-Cirúrgico também foi descredenciado pela rede pública de saúde: “O Hospital Deoclécio Lucena não tem material e não faz nada, porque o pronto-socorro do Hospital Walfredo Gurgel faz o primeiro atendimento, estabiliza o paciente e o manda pra cá”.

Segundo Gomes, o Memorial atende aos pacientes que passam pela Central de Regulação da rede pública de saúde, e só então o nome dele vai para o sistema informatizado do Memorial. Mas, continuou ele, existem casos de pacientes que não passam pela regulação “e chegam sem autorização para a internação”. O diretor do Memorial afirmou que o SUS credenciou o atendimento de 400 pacientes por mês, mas à medida que houve a necessidade, o hospital tem feito o atendimento suplementar com as cotas que eram destinadas, por exemplo, ao Itorn e ao Médico-Cirúrgico.

Ponto de Vista

Recent Posts

COTAÇÕES DO DIA

DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,0870 DÓLAR TURISMO: R$ 5,29750 EURO: R$ 5,9380 LIBRA: R$ 6,8740 PESO…

21 horas ago

Criminosos rendem motoristas e roubam 42 pneus de caminhões usados na obra de duplicação da BR-304 no RN

Criminosos renderam os motoristas de dois caminhões e roubaram 42 pneus dos veículos usados nas…

22 horas ago

João Fonseca vence Berrettini e vai às quartas de final de um Masters 1.000 pela primeira vez

Pela primeira vez na carreira, João Fonseca se classificou para as quartas de final de…

22 horas ago

PF deflagra 2ª fase da operação Vem Diesel e mira preços abusivos de gás de cozinha

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (9) a 2ª fase da Operação Vem Diesel com foco na fiscalização…

22 horas ago

Vilão do endividamento, cartão de crédito rotativo cresce; empréstimos beiraram R$ 400 bilhões em 2025

O uso do cartão de crédito rotativo, a linha de crédito mais cara do mercado financeiro, disparou…

22 horas ago

Voos em Congonhas e em Guarulhos são retomados após falha geral no controle de tráfego aéreo em SP

Os pousos e decolagens nos aeroportos de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, e no…

22 horas ago

This website uses cookies.