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Hospital da Mulher realiza 1º parto após dois anos de inauguração em Mossoró

Bruno foi o primeiro bebê a nascer no Hospital da Mulher, em Mossoró — Foto: Antonio Dias/Inter TV Costa Branca

Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, em Mossoró, na Região Oeste do Rio Grande do Norte, realizou nessa sexta-feira (22) o primeiro parto, após mais de dois anos de inauguração da unidade, ocorrida em dezembro de 2022.

A coordenadora do Centro de Parto Normal do hospital, Janaíne Oliveira, explicou que a demora para o primeiro parto ocorreu por um cumprimento de cronograma já previsto pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) para estruturação da unidade e também para a convocação de profissionais especializados.

“A Sesap vem cumprindo um cronograma de abertura do serviço, até para garantir a questão da qualidade técnica, da segurança técnica também, de receber o serviço que a gente vem realmente cumprindo”, explicou.

“Até pela própria questão também de dificuldade orçamentária, da gente ter a contratação dessas pessoas, seja por concurso público, seletivo, contratação também de outras empresas, para garantir realmente a o dimensionamento e o atendimento da população de forma realmente correta. E foi necessário que a gente realmente tivesse esse tempo, e a gente vem cumprindo esse cronograma de abertura”, completou.

Para viabilizar a abertura do serviço, o governo do Rio Grande do Norte convocou 147 novos profissionais, entre enfermeiros, técnicos em enfermagem e técnicos em nutrição. Até este mês de agosto, 120 já haviam se apresentado para trabalhar na unidade.

O primeiro bebê

Jackeline Araújo Silva Pereira, de 24 anos, deu entrada no hospital, nesta sexta-feira (23). Ela deu à luz o primeiro bebê nascido na unidade: Bruno, que nasceu com 3,5 kg e 51 cm. A mãe saiu do município de São Miguel, cidade do Alto Oeste potiguar.

“Foi um bebê que nasceu por uma cirurgia cesariana, realmente com a necessidade de realizar a cesariana. Ele nasceu bem, e a mãe também está super bem”, explicou o diretor técnico do Hospital da Mulher, Hugo Aguiar.

“Tratava-se, de fato, de uma gestação de risco. E aí a gente não poderia mais postergar o nascimento do bebê. Então, a cesariana foi indicada e realizada com sucesso”, completou o médico.

Atendimentos para cidades da Região Oeste

O hospital atende, desde a sua abertura, mulheres de 63 municípios da região Oeste, por meio do sistema de regulação estadual.

Com o início dos partos, a unidade passou a operar com 100% dos serviços. Ao todo, seis leitos foram inaugurados para a realização de partos.

A coordenadora do Centro de Parto Normal do hospital, Janaíne Oliveira, explicou que, com a chegada dos serviços de maternidade, foram realizadas pactuações para saber quais situações serão recebidas

“Logicamente, em alguns momentos, quando o paciente chega por demanda espontânea, a gente acolhe, vai compreender, fazer o atendimento dessa gestante, entender um pouco se realmente ela é uma paciente com esse perfil para cá, como é que a gente pode estar ajudando e contribuindo”, explicou.

“Especialmente pessoas do nosso entorno, da nossa vizinhança, que geralmente, por ser mais próxima, elas elas podem ter essa condição de estar procurando o serviço”.

 

O Hospital da Mulher também realiza cerca de 30 atendimentos diários no pronto-socorro de urgências ginecológicas, entre consultas e exames. No ambulatório, são aproximadamente 5 mil atendimentos mensais, incluindo acompanhamento pré-natal.

Partos normais

A estrutura do Centro de Parto conta com cinco leitos para partos normais e um para casos de alto risco, como cesarianas.

A intenção da maternidade, segundo a Janaíne Oliveira, é trabalhar nos protocolos baseados na humanização do parto.

“Pensando realmente em utilização da presença do enfermeiro obstétrico dentro da cena de parto. Na verdade, é uma condição que a Organização Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde trazem como potencial para diminuir as taxas de intervenções desnecessárias. Então, a gente vem apostando nisso”, explicou.

“É bem importante esclarecer que não é que a gente coloque a situação de que toda mulher aqui tem que parir normal, não é isso. Mas a gente compreende que aquelas mulheres que têm possibilidade de ter normal, que elas realmente tenham essas condições favoráveis para que isso aconteça”.

 

Foram inauguradas também na unidade cinco UTIs neonatais e outras cinco unidades para cuidados intermediários.

Fonte: G1RN
Ponto de Vista

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