A vitória apertada do governista Daniel Scioli, em 25 de outubro passado, até então favorito absoluto pelas pesquisas, injetou suspense no segundo turno das eleições na Argentina, que ocorre pela primeira vez na sua história. Neste domingo. 32 milhões de eleitores irão decidir como será politicamente a Argentina nos próximos anos. Por volta das 23h30 o país deverá conhecer seu próximo presidente.
Na primeira rodada da disputa eleitoral, Scioli, candidato da Frente para la Victoria (FPV), obteve 9.338.449 votos (35,85%), enquanto Mauricio Macri, opositor da aliança Cambiemos e do partido Propuesta Republicana (PRO), conseguiu 8.601.063 (33,02%). A diferença de pouco mais de dois pontos percentuais não se reflete nas sondagens recentes, em que Macri desponta como o mais provável a ocupar a Casa Rosada.
Mas os institutos de pesquisa indicaram um pequeno crescimento de Scioli para o segundo turno. De qualquer maneira, assim que repassar a faixa presidencial ao sucessor, daqui a 18 dias, Cristina Fernández de Kirchner e a sua herança política serão lançadas no limbo da incerteza.
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