Hoje em dia muitos brasileiros, principalmente os mais jovens, não tem a noção do que era conviver com uma inflação de três dígitos. Isso aconteceu no Brasil, a partir de 1982, quando o IPCA (indicador oficial) sofreu uma variação de 104,8%, iniciando um longo período de sequências de altas dos preços. Para quem tem menos de 30 anos, portanto, pode ser difícil imaginar a angústia de ver os preços acelerarem muitas vezes em um único dia, sem que o poder de compra acompanhe a alta na mesma medida. Ano após anos, as altas se superavam. Em 1983, o IPCA marcou 163,99%; no ano seguinte, 215,27%; e, em 1985, a inflação passou de 242%, exigindo a adoção de medidas que, de alguma forma, tentassem conter a elevação.
Por isso o Plano Cruzado, lançado em 28 de fevereiro de 1986, foi tão emblemático. Recebido com expectativa pela sociedade, foi a primeira proposta monetária para estabilizar a economia e tinha como principal ferramenta de ação o congelamento dos preços. Foi uma intervenção radical adotada em um período que simbolizava o renascimento democrático do País. Exatamente há trinta anos. O pacote estabeleceu o congelamento de preços e da taxa de câmbio por um ano. O congelamento, contudo, gerou desabastecimento, o grande responsável pelo fracasso do plano. O que fez surgir a prática do ágio, disseminada entre fornecedores. A inflação foi contida no primeiro ano, mas fez surgir o chamado mercado negro e em seguida voltou com força total. Uma realidade que ninguém quer ver novamente.
DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,2280 DÓLAR TURISMO: R$ 5,3990 EURO: R$ 6,0200 LIBRA: R$ 6,9370…
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