A morte de Guilherme Karam deixa uma certa lacuna no humor brasileiro, O ator se consagrou com o personagem Zeca Bordoada, apresentador da ‘TV Macho’, um esquete do programa de humor ‘TV Pirata’ no final dos anos 1980. Até hoje arranca risadas de quem revê suas entrevistas com Tonhão (Claudia Raia), Paulo Tesourão (Nei Latorraca), Edicléia Carabina, líder da torcida Violência Alvinegra (Regina Casé), o sexólogo Luís da Mangueira (Diogo Vilela) e o “mocreólogo” Dr. Adailton Lama (Marco Nanini). O humor do ‘TV Pirata’ marcou um momento único na televisão brasileira, pois era uma grande sátira sem amarras. Nele o politicamente incorreto tinha espaço. Os tempos mudaram e a compreensão do humor também. Hoje discute-se humor do oprimido e do opressor e outras nuances. O protesto contra o preconceito é necessário, mas o radicalismo que abre mão do bom senso nunca será bom. Guilherme Karam morreu de uma doença degenerativa que o havia colocado em uma cadeira de rodas desde 2005. A sua memória ficará será sempre como um ator que nos fazia gargalhar.
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