Após reunião com representantes da Petrobras, ontem, os sindicalistas decidiram manter a greve por tempo indeterminado. Na segunda semana de paralisação, 11 refinarias já têm a produção afetada, segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), responsável pela mobilização de 13 sindicatos. A lista inclui a Refinaria Clara Camarão, no Rio Grande do Norte. A produção de petróleo em terra do estado, as operações da termoelétrica Termoaçu, além da unidade de processamento de gás natural no RN também são atingidas. Treze plataformas no estado aderiram à greve e reduziram a produção.
O movimento atinge, ainda, 58 plataformas e unidades de serviços em alto mar, no país. A Petrobras estima uma perda de produção superior a 700 mil barris de óleo, desde o início da mobilização.
Representantes da Petrobras se reuniram ontem pela manhã com a FUP e à tarde com a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), entidade dissidente que reúne cinco sindicatos. Não houve consenso nas reuniões. Segundo os sindicalistas, a companhia ouviu as demandas apresentadas pela categoria sem ter posição oficial. A Petrobras indicou que novo encontro pode ocorrer esta semana.
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