Matos foi nomeado corregedor em novembro de 2021 pelo então diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques – hoje, investigado por usar o cargo para ordenar bloqueios ilegais em rodovias federais no período do segundo turno das eleições, em outubro do ano passado.
Em tese, Wendel Matos teria mandato no cargo até novembro de 2023 e não poderia ser destituído do posto. O governo, no entanto, embasou a exoneração em um parecer da Controladoria-Geral da União (CGU).
Segundo a PRF, há suspeitas contra Wendel apuradas por órgãos de controle externo.
“A Direção-Geral da PRF, frente aos inúmeros procedimentos correcionais que envolvem o antigo diretor, Silvinei Vasques, buscou entendimento com os órgãos de controle externo para a substituição do corregedor-geral, nomeado justamente pelo ex-diretor. Com a substituição, busca-se afastar qualquer sugestão de parcialidade sobre os processos apuratórios internos”, diz nota divulgada pela PRF.
“A PRF destaca que a dispensa do corregedor-geral teve a concordância da Controladoria-Geral da União, responsável pelo Sistema de Correição do Poder Executivo Federal (SisCOR)”, continua a corporação.
Fonte: G1
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