Depois de nove horas fazendo a leitura de seu voto, o relator da ação, ministro Herman Benjamin, pediu a cassação da chapa Dilma-Temer por abuso de poder político e econômico. No plenário do TSE, o resultado final da votação foi de 4 votos a 3, contra a cassação no processo aberto a pedido do PSDB, derrotado naquela disputa. Com o resultado do julgamento, o presidente, que concorreu como vice de Dilma, se mantém no cargo. Segundo Herman, no Brasil, ninguém elege vice-presidente da República, elege uma chapa. Por isso, seu voto era “pela cassação da chapa presidencial eleita em 2014. O relator foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux e Rosa Weber. O placar ficou em 3 a 3 após os votos pela absolvição dados por Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira. Coube ao presidente da corte, Gilmar Mendes, desempatar contra a cassação. Napoleão, o primeiro a votar após o relator, disse que não concordava em ampliar a causa incluindo os depoimentos de delatores da Odebrecht como provas do processo. O argumento foi utilizado pelos demais que defenderam a absolvição de Dilma e Temer. A Gilmar Mendes coube dar o voto de minerva. Ele sempre foi considerado pelo governo como as peça-chave no julgamento, por conta da articulação que tem diante dos outros ministros.
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