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Gasto médio com presente de Natal será de R$ 310,67 na capital potiguar

A chegada do Natal vai aquecer a economia local e aumentar o custo médio dos presentes dos natalenses e mossoroenses em relação a 2018. É o que diz um estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio RN) que ouviu 1.153 pessoas nas duas maiores cidades do Rio Grande do Norte em novembro.

O levantamento da Fecomércio apontou que o custo médio dos presentes deste ano será de R$ 310,67 em Natal, aumento de 7% em relação à pesquisa de 2018, quando o gasto foi de R$ 290,34. Em Mossoró, no Oeste potiguar, os entrevistados vão desembolsar em média R$ 287,88, contra R$ 271,41 no ano passado; crescimento de 6,1%.

De acordo com William Eufrásio, professor do departamento de economia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o aumento no preço médio de cada presente está ligado a vários fatores. “Primeiro houve um aumento inflacionário pequeno, mas que pesa no bolso. E depois de vários anos, um incremento positivo na geração de empregos no estado, principalmente de junho para cá”, apontou.

Para o especialista, o quadro em 2019 é mais positivo do que no ano passado e o incremento na geração de empregos colabora para que as famílias tenham mais renda. O economista não acredita que este seja um sinal forte de reativação da economia, mas que é um ponto positivo. “Quanto mais pessoas empregadas, melhor para o estado”, disse.

Segundo o levantamento, 67,1% dos natalenses e 66% dos mossoroenses vão comprar presentes neste fim de ano. Em 2018, 66,2% dos consumidores natalenses e 65,7% dos mossoroenses pretendiam presentear durante as comemorações do Natal.

Antes das compras, a maioria dos entrevistados (80,6% – Natal; 86,4% – Mossoró) afirmou que vai pesquisar preços. Com relação à forma de pagamento, a mais usada deverá ser a modalidade à vista em dinheiro (61,6% – Natal; 52,4% – Mossoró). Em seguida vem o cartão de crédito com parcelamento (31,1% – Natal; 39,1% – Mossoró); e o cartão de débito (6,8% – Natal; 7,6% – Mossoró).

Na capital potiguar, os locais de compra mais citados pelos entrevistados foram os shoppings centers (42,9%) e o comércio de rua (42,2%). Em contrapartida, na cidade do Oeste potiguar o comércio de rua aparece na primeira colocação (57,6%) e em seguida os shoppings centers (23,6%).

Entre os que não pretendem gastar com presentes (32,9% em Natal e 34% em Mossoró), a maior parte alegou falta de dinheiro em Natal (36,3%) e também em Mossoró (48,8%). Desemprego (23,7% – Natal; 14,1% – Mossoró); querer poupar (19,1% – Natal; 18,8% – Mossoró) e ter contas ou dívidas (14,4% – Natal; 17,6% – Mossoró) foram outros motivos apontados por quem não vai às compras neste ano.

Olho no 13º salário

De acordo com a pesquisa, 43,7% dos entrevistados na capital e 44,3% dos pesquisados de Mossoró devem usar o 13º salário para pagar dívidas. 25,7% dos natalenses e 34,2% dos mossoroenses vão usar o abono para as compras de final de ano.

Para o especialista, o uso do benefício mostra dois perfis de consumidor: os que já antecipam o pagamento de impostos de 2020, como IPTU e IPVA (15,1% na capital e 8,7% em Mossoró); e os que já gastaram antes mesmo de receber o benefício. “São esses dois tipos de consumidores. Esse percentual mostra que muitas famílias estão endividadas”, observou.

Segundo Eufrásio, os trabalhadores que vão usar o abono para pagar dívidas feitas no decorrer do ano são aqueles que conseguiram emprego no segundo semestre de 2019. “Quando ele volta à ativa, costuma ter dívidas feitas anteriormente. Então, volta a pagá-las e a consumir”, apontou.

De acordo com o especialista, muitas famílias estão conscientes dos débitos e pretendem quitá-los. “O nível de endividamento o Brasil é mais alto do que em anos anteriores. Usar o 13º para pagar dívidas também está ligado à queda no desemprego”, atentou.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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