A recessão na economia e o dólar alto diminuíram consideravelmente o ímpeto dos brasileiros para os gastos no exterior. Em janeiro, tradicional mês de férias escolares, quando as despesas aumentam, os gastos lá fora somaram US$ 840 milhões, com forte queda de 62% frente ao mesmo período de 2015 (US$ 2,23 bilhões). Foi o menor valor para meses de janeiro desde o início da série histórica do Banco Central, em 2010. Também foi a primeira vez que estas despesas ficam abaixo da marca de US$ 1 bilhão.
O dólar mais alto encarece as passagens e os hotéis cotados em moeda estrangeira, além dos produtos comprados lá fora. A valorização da moeda norte-americana também aumenta os gastos com cartões de crédito e débito no exterior – que sofrem a incidência, ainda, do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) de 6,38%. Em janeiro, a moeda norte-americana avançou 1,93%, para R$ 4,02.
Ao mesmo tempo, a recessão na economia também têm diminuído a renda das famílias. Além disso, a alta da inflação e o nível de endividamento das famílias, que segue elevado no começo deste ano, também têm contribuído para limitar os gastos no exterior. Os juros bancários, por sua vez, continuam em níveis historicamente altos. Para completar o quadro, o governo passou a cobrar a alíquota de 25% de IR sobre remessas ao exterior para o pagamento de serviços para gastos pessoais.
DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,0360 DÓLAR TURISMO: R$ 5,2350 EURO: R$ 5,6410 LIBRA: R$ 6,7450…
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