O aumento dos preços dos combustíveis provocou uma nova onda de procura pelo gás natural veicular (GNV), mais barato que gasolina e etanol, mas que andava desacreditado desde meados dos anos 2000. Em São Paulo, o número de conversões de veículos saltou de 1.137 no primeiro quadrimestre de 2015 para 2.340 no mesmo período de 2016. Executivos do setor dizem que a queda do poder de compra da população, aliada aos reajustes da gasolina em 2015, justificam o interesse. O setor amargou sete anos de ostracismo desde que o governo decidiu, em 2007, eliminar os incentivos ao uso de gás em veículos para priorizar a indústria e a geração de energia. Na época, o Brasil temia cortes no fornecimento após a nacionalização das reservas da Bolívia, então o maior fornecedor do país. A partir de outubro de 2015, porém, o número de conversões voltou a crescer. A data coincide com o último reajuste no preço da gasolina.
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