O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, afirmou nesta sexta-feira (23) que deve haver “judicialização” dos critérios a serem adotados para a vacinação contra o novo coronavírus. Para Fux, o STF será chamado a decidir sobre temas como liberdade individual e requisitos para a imunização.
Fux deu as declarações ao participar de uma videoconferência promovida por uma associação de advogados empresariais, na qual foi discutido o papel do Poder Judiciário no atual cenário de crise.
“O Supremo teve que decidir Código Florestal. Quem entende de Código Florestal no Supremo? Ninguém foi formado nisso. Idade escolar, quem entende de pedagogia ali? Questões médicas…”, disse o ministro.
Nesta semana, ao menos dois partidos políticos acionaram o STF com o objetivo de assegurar a competência de estados e municípios para determinar a vacinação obrigatória e outras medidas profiláticas no combate ao novo coronavírus.
Na quinta-feira (22), ao discursar no seminário virtual “Cortes Constitucionais, Democracia e Governança”, organizado pelo STF e pela Organização das Nações Unidas (ONU), Fux disse que as cortes constitucionais têm sido fundamentais no enfrentamento à pandemia e assumiram “papel central” na mediação de conflitos.
Ainda na transmissão desta sexta-feira, Fux disse ter o “sonho” de recuperar o “respeito” do STF. O ministro defendeu ainda que haja menos “protagonismo”.
Para Fux, o “protagonismo” judicial “acabou com a imagem” do Supremo, que entendeu que deveria dar “resposta para tudo”.
“A minha primeira regra que consegui transmitir no meu discurso: eu não quero protagonismo judicial para o STF interferindo nas teses que não são da sua competência à luz da plena separação dos poderes”, acrescentou.
O ministro criticou partidos políticos que perdem questões no Congresso e entram com ações para tentar vencer no Judiciário.
“Quando se fala em ‘judicialização da política’, este é um termo absolutamente equivocado, porque a Justiça não é uma função que se exerce de ofício, ela tem que ser provocada. Então, ‘judicialização da política’ significa que os políticos judicializam as questões que são próprias às suas deliberações”, afirmou Fux.
Questionado sobre o papel do Judiciário durante a pandemia, o ministro disse que “não é o momento de ninguém ganhar e perder nada”.
Para Fux, os órgãos de Justiça devem trabalhar com razoabilidade e ser deferente ao Legislativo naquilo que não tem capacidade institucional para deliberar.
“Tem que manter o ‘status quo’. Senão, ou vai arrebentar o estado, ou vai arrebentar a empresa. É um momento de maior consensualidade”, afirmou o ministro.
Fonte: G1RN
DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,1050 DÓLAR TURISMO: R$ 5,3010 EURO: R$ 5,9200 LIBRA: R$ 6,9060 PESO…
Um homem morreu e outras três pessoas ficaram feridas durante um ataque a tiros acompanhado…
Uma operação deflagrada nesta sexta-feira (11) investiga um esquema de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal…
A Polícia Científica concluiu o laudo pericial sobre as mortes de duas pacientes durante sessões de…
A Prefeitura do Natal realiza neste sábado (12) mais uma etapa da Campanha de Vacinação…
A banda potiguar Plutão Já Foi Planeta está de volta ao Rock in Rio. O…
This website uses cookies.