A ministra francesa da Educação, Najat Vallaud-Belkacem, afirmou na segunda-feira (30) que vai pedir aos idealizadores do aplicativo para celulares Pokémon Go que não façam das escolas francesas locais de busca para caçadores dos personagens virtuais do desenho animado japonês.
Vallaud-Belkacem disse que deverá se reunir com representantes da empresa californiana Niantic, parceira da Nintendo e da Pokémon Company na criação do jogo, para explicar que o aplicativo leva pessoas alheias a vagar pelas escolas. Em sua opinião, as invasões de estranhos no perímetro escolar representam um risco à segurança. Ela disse que os diretores já podem requerer à Niantic, através da internet, que suas escolas sejam removidas do mapa global do jogo.
Na Bélgica, um diretor de uma escola primária na cidade de Farciennes encontrou uma alternativa criativa ao Pokémon Go. Ele criou um jogo onde os “caçadores”, em vez de tentar capturar as criaturas virtuais, saem em busca de livros, numa versão que pode ser jogada através de um grupo do Facebook chamado Chasseurs de livres (Caçadores de livros).
Os jogadores adicionam ao grupo fotos dos livros com dicas de onde estariam escondidos, para que os demais possam procurá-los. Após os “caçadores” terminarem a leitura dos mesmos, eles devem novamente escondê-los para que outros possam buscá-los. Mais de 55 mil pessoas já aderiram ao grupo na rede social.
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