O Foxconn Technology Group enfrenta uma tarefa desafiadora de tentar cumprir um prazo no mês de julho para reduzir as jornadas de trabalho e melhorar a participação sindical, segundo um inspetor trabalhista indicado pela Apple, sua maior cliente. A montadora de iPhones e iPads resolveu 98% das 360 questões levantadas pela Fair Labor Association (FLA), baseada em Washington, informou a organização em relatório.
A companhia melhorou as condições de segurança. As inspeções das fábricas da companhia baseadas em Taipé começaram no ano passado depois que o diretor-presidente da Apple, Tim Cook, ingressou na FLA após os suicídios de pelo menos dez empregados da Foxconn em 2010. A Foxconn, maior fabricante de eletrônicos por contrato do mundo, mais que dobrou os salários após protestos de grupos de trabalhadores sobre as condições vigentes numa cadeia de suprimentos que inclui Microsoft e Sony.
Nos próximos meses, a FLA realizará inspeções adicionais em outras fábricas em que produtos Apple são feitos. A Samsung Electronics, que produz semicondutores para a Apple, não está na lista a ser auditada. A Foxconn, cuja fábrica principal é a Hon Hai Precision Industry, reduziu a jornada de trabalho a um máximo de 60 horas semanais para cumprir com os padrões da Apple, segundo a FLA. Ela está comprometida em atingir o limite legal da China de 40 horas semanais mais uma média de 9 horas extras até julho de 2013.
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