A apresentação do parecer estava prevista para esta quarta-feira (20) e foi adiada por divergências em pontos do texto, como, por exemplo, o período de transição.
A ideia é votar o texto na comissão especial na próxima semana e em seguida ser analisar no Plenário.
O relator se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) para acertar alguns detalhes do texto. Também participaram do encontro o presidente da comissão especial, Alencar Santana (PT-SP), o autor da proposta, Reginaldo Lopes (PT-MG) e o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS).
“Arrancamos o compromisso do presidente Hugo Motta que, assim que a gente terminar a votação na comissão, ele votará em seguida no plenário. Nós terminaremos essa votação ainda na semana que vem”, disse Prates após a reunião.
Segundo o deputado, já foram definidos que a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução salarial e os dois dias de descanso remunerado são pontos que já estão pacificados. No entanto, o período de transição de quando a proposta vai começar a valer ainda não está acertado.
Mais cedo, o presidente Hugo Motta disse que pontos do texto ainda estão sendo discutidos com o governo e com as bancadas partidárias.
“Vamos receber representantes do setor produtivo e vamos conduzir essa pauta com equilíbrio, sem abrir mão de entregar à sociedade a redução da jornada, sem redução salarial e dois dias de descanso […] temos a plena convicção de que isso não atrapalhará a produtividade do país”, disse Motta.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e agora tramita em uma comissão especial, destinada a discutir o conteúdo do texto. Após a análise no colegiado, a etapa seguinte será a votação no plenário. Se aprovado na Câmara, o tema seguirá ao Senado.
A comissão especial se debruça sobre duas PECs:
Paralelamente, o governo Lula apresentou um projeto de lei — instrumento diferente de uma PEC e que não altera a Constituição – que prevê a redução do limite de jornada de trabalho semanal para 40 horas e reduz a escala de 6 para 5 dias de trabalho, com dois dias de descanso remunerado.
No início deste mês, Prates disse que a análise do fim da escala 6×1 será dividido em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e um projeto de lei.
No entanto, não confirmou se a votação da PEC e do PL devem ocorrer simultaneamente ou se o projeto de lei pode ficar para depois da Proposta de Emenda à Constituição.
O relator indicou que a PEC deverá ter o pilar principal: fim da escala 6×1, com redução de jornada de trabalho e sem redução salarial.
No entanto, especificidades de alguns setores e até eventual regra transição para adoção da medida poderão ser tratados no projeto de lei.
Representantes do setor produtivo consideram que a redução da jornada de trabalho implica aumento de custos para o empregador, com prejuízos à competitividade das empresas e impactos sobre a geração de novas vagas.
Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.
Fonte: G1
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