FAZ FALTA… MUITA FALTA… –
Nunca fui boa em esportes! Tentei – na verdade inscrevi-me – em vários deles. Fiz volley, natação, ginástica rítmica, kung-fu, boxe. Foi uma coleção de fracassos. Um atrás do outro. Hoje este histórico serve como conteúdo de conversas e risadas em família.
Desde muito novinha fiz ballet. Essa era uma paixão. Tia Jaqueline me acompanhou por anos a fio. Antes da pandemia, muito após ter parado de dançar, encontrei-a no salão e gritei:
– Tia Jaque!
– Bárbara! Como você continua me chamando assim? – Ela sorri, ralhando comigo.
– Como não chamaria assim?
Em um determinado momento decidi mudar. Larguei o ballet. Foi um erro! Meus pais avisaram-me, mas, quem ouve os pais sempre? Achei que tinha idade para decidir sobre minha própria vida e me inscrevi na ginástica rítmica. Fiquei apenas um semestre, tempo suficiente para ver a boca da treinadora entortando inúmeras vezes, demonstrando insatisfação comigo.
Fui para o vôlei. Quem me via chegando na quadra acreditava que eu realmente era boa. Roupa, joelheira, rabo de cavalo a postos. Entretanto… Nunca – repito, NUNCA – consegui sacar, cortar ou dar uma manchete que não viesse seguida de um grito meu (de medo da bola!) e um grito de Gilvan, o treinador (de desespero!).
– Joga mais e grita menos, Bárbara!
Foi um ano em vão.
Porém, não aprendi! Na faculdade vi-me inscrita novamente no vôlei e, pasmem, é a única reprovação, manchando meu currículo cheio de boas notas. O pior? Foi culpa minha e sei disso! Nem posso reclamar desta nota…
E a natação? Tentei tantas vezes na infância, assim como na faculdade. Em nenhuma das vezes aprendi algo além do nado cachorrinho e, convenhamos, não precisava de aula para isso.
Hoje, acordei com a notícia de que meu primeiro professor de natação faleceu. Bosco. Um querido. Nunca ralhou comigo, mesmo vendo que eu não era a aluna perfeita, com resultados satisfatórios. Longe disso! Era um fiasco!
Tentei lembrar a última vez que o havia visto. Faz décadas. Nunca tive a oportunidade de dizer a ele que ele fez o melhor, que o problema era eu! Tão prova disso que até hoje continuo usando bóia.
Bateu a tristeza novamente. Porque os números, os números que vemos diariamente, constantemente, incansavelmente, sendo atualizados na TV, refletem as pessoas que perdemos e que nos fazem falta. Mesmo que não tenhamos contato. Mesmo que não vejamos a tanto tempo. Mas, de uma forma ou de outra, participaram de nossas vidas.
Faz falta… Muita falta…
Bárbara Seabra – Cirurgiã-dentista, Professora universitária e Escritora
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