A angústia toma conta da família da dona de casa Camilla Bianca, de 26 anos, que tenta confirmar se o marido dela está entre os mortos do massacre da Penitenciária Estadual de Alcaçuz. Após 14 horas rebelados, os detentos se renderam no início da manhã do domingo (15) logo que o Batalhão de Choque da Polícia Militar e o Grupo de Operações Especiais (GOE) entraram nos pavilhões. A Secretaria Estadual de Segurança Pública confirmou que pelo menos 26 detentos foram encontrados mortos. Destes, 15 estavam decapitados.
O governo do Rio Grande do Norte confirmou 26 mortes durante a rebelião. Alcaçuz fica em Nísia Floresta, cidade da Grande Natal, e é o maior presídio do Rio Grande do Norte. A penitenciária possui capacidade para 620 detentos, mas abriga cerca de 1.150 presos, segundo a Sejuc, órgão responsável pelo sistema prisional potiguar.
Na noite do sábado, quando logo após o início do motim, as mulheres montaram uma vigília em frente ao presídio. Elas imploravam pela intervenção da Polícia Militar e chegaram a entrar em confronto com policiais, cobrando uma atitude para evitar o massacre dentro da unidade, que ocorreu principalmente dentro do pavilhão 4 e foi iniciada por membros do pavilhão 5 (Rogério Coutinho Madruga).
Na manhã do domingo, as mulheres dos presos fizeram uma corrente de oração, na qual entoaram cantos e pediram uma solução para a situação dos homens.
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