Familiares de um dos suspeitos de tráfico de drogas que morreram nessa quinta-feira (18) no bairro Mãe Luiza, na Zona Leste de Natal, contestaram a versão da polícia, de que houve um confronto, e alegam que o jovem de 18 anos estava rendido e desarmado quando foi baleado.
Um vídeo que mostra parte da ação policial, mostra um homem sentado na calçada, com as mãos levantadas. Em seguida, um policial aponta a arma contra ele e é possível ouvir um som como de tiro.
Um protesto foi realizado na tarde deste sábado (19) e cobrou investigações sobre o caso.
Um dos familiares de Adson Wyohanderson Rodrigues de Souza, de 18 anos, que concedeu entrevista com a condição de não ser identificado, relatou que o jovem estava na praia e voltava para casa no momento da ocorrência policial.
“Ele tinha avisado para a mãe dele que estava na praia e vinha subindo quando foi abordado por essa equipe do primeiro batalhão. Dizem que estavam numa operação. Logo em seguida, os populares lá relataram que ele já estava rendido, como tem a filmagem. Não encontraram nada com o garoto, não tem passagem pela polícia. Então, eu acho que o dever da polícia é servir e proteger, não pegar e matar”, afirmou o familiar.
“Tem um vídeo aí que foi claramente uma execução. Eu espero justiça. Isso vem acontecendo frequentemente dentro das comunidades”, afirmou o familiar.
O secretário de segurança pública do Rio Grande do Norte, coronel Francisco Araújo, confirmou que um Inquérito Policial Militar foi instaurado para apurar as condutas dos agentes e as armas foram recolhidas. O secretário ainda informou que se reuniu com o comandante do policiamento da capital para apurar o que aconteceu.
Segundo a PM, o confronto começou quando policiais abordaram um grupo em uma escadaria do bairro.
A PM informou que dois suspeitos foram feridos e levados para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. Eles não resistiram aos ferimentos e morreram na unidade. Outros quatro suspeitos conseguiram fugir.
Ainda de acordo com a PM, com os suspeitos, os policiais apreenderam armas e munições, além de drogas, balanças e sacos plásticos que seriam usados para embalar os entorpecentes.
Segundo a PM, o local é um ponto conhecido de venda de drogas. A corporação informou que um dos mortos era foragido da Justiça e que costumava postar fotos em redes sociais segurando armas de fogo.
Em nota, a Polícia Militar informou que teve conhecimento das imagens na manhã deste sábado (19) e instaurou procedimento para apurar as circunstâncias do fato. A corporação reforçou que não compactua com qualquer desvio de conduta por parte de seus agentes.
Por telefone, o secretário de Segurança, coronel Francisco Araújo, disse que as armas dos policiais envolvidos foram recolhidas e que se reuniu com o comando do 1º Batalhão para apurar o caso.
Fonte: G1RN
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