A falta de chuvas neste ano no país — principalmente no Nordeste, que enfrenta uma seca devastadora — vai fazer com que as usinas térmicas se mantenham ligadas a plena carga durante todo o ano de 2013 para gerar energia, afastando assim risco de racionamento.Só que o custo dessa operação deverá chegar a R$ 11 bilhões, conforme estimativas do governo federal, segundo uma fonte do setor. O valor é quatro vezes maior que os R$ 2,6 bilhões gastos com as térmicas em 2012. E o consumidor é quem vai pagar essa conta já a partir do ano que vem, embora de forma diluída, por até cinco anos.
O nível dos reservatórios das hidrelétricas está no ponto mais baixo desde 2001, época do racionamento de energia. No dia 21 de março, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), as usinas das regiões Sudeste e Centro-Oeste estavam em 49,9% da capacidade. Já as do Nordeste marcavam 42%, e as do Sul estavam em 53,1%. Embora os níveis estejam acima da margem mínima de segurança, especialistas afirmam que as térmicas continuarão funcionando a todo vapor neste ano, principalmente porque o período de chuvas termina em abril.
A situação, crítica, faz crescer as preocupações para 2014, ano da Copa do Mundo.
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